Os chifres de Mister Trump (por Tânia Fusco)

Trump é o belzebu que paira sobre nossa cabeça desde que votos da maioria dos americanos o fizeram presidente do país

atualizado

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Alex Brandon-Pool/Getty Images
Donald Trump durante pronunciamento na TV
1 de 1 Donald Trump durante pronunciamento na TV - Foto: Alex Brandon-Pool/Getty Images

Se você acordou sem assombros hoje e a vida segue com as anormalidades corriqueiras, é porque Trump, como as baleias Cachalotes, ontem, emitiu seu codas assustador, mas não mordeu. Voltou atrás. Trocou a ameaça de destruição total do Irã, por cessar fogo. O Irã segue sofrendo, mas não voltou à idade da pedra. Coda é o som emitido pelas Cachalotes, que alcança 230 decibéis. Nós humanos não resistimos aos sons de 180 a 200 decibéis. De novo, sobrevivemos ao terror Trump.

O Irã abriu o Estreito de Ormuz?

Trump é o belzebu que paira sobre nossa cabeça desde que votos da maioria dos americanos o fizeram presidente do país, onde uma multidão de gente ainda permite que o capiroto levante os chifres como se dono do mundo fosse.

Dormimos e acordamos com codas do coisa ruim laranja – muito feio por fora, pior ainda por dentro. Assustador bufão que, todo dia, assombra ocidente e oriente. Tem feito o que quer. Sem qualquer compromisso com a verdade, com a palavra empenhada, com a humanidade. Sem mínimo respeito às estabelecidas regras básicas de convivência entre Nações. Poucos apontam que o rei bandido anda nu. Exposto pelado de virtudes, o desumano brinca a sério de incendiar o mundo. Empresário que é, com isso, enche cofrinhos – seu e de sua turma, mundo afora.

Quedas na aprovação não diminuem empáfia e atrevimentos de Mister Trump. 60% dos americanos não querem a guerra que leva o petróleo (ainda o principal combustível que move o mundo) às alturas. Jogo macabro que faz ricos mais ricos e pobres mais pobres.

Aos costumes. O de sempre com sadismos extras.

Também velha ladainha. Case conhecido. Sustos repetidos.

Na fila do pão, quem somos nós brasileiros de hoje?

Um povo que majoritariamente compreende a desgraça de mais uma guerra do petróleo – ou pelo petróleo? E que ela nos alcança em todo o esforço na direção de melhores dias para todos?

Compreendemos que somos um país “em desenvolvimento”, dito emergente, com economias em expansão, melhorias ainda insuficientes para reduzir grandes distancias sociais e de renda que nos castigam desde a Independência?

Compreendemos e sentimos que temos ricos egoístas e pobres conformados com suas desditas?

Ou só um povo que acredita que Deus é brasileiro, mas anda de ovo virado porque não oramos o suficiente pra merecer mais e melhores bençãos?

Papo chato, né?

Sempre chato relembrar que segue existindo esforço pra manter quantos mais possíveis na ignorância sobre o Brasil no mundo e o mundo em relação ao Brasil.

Entre os que têm voz ativa na política e na economia brasileiras há muitos os que vestem com orgulho o boné do Trump, com tudo que ele explicitamente significa – pra nós e pro mundo. Acordariam vitoriosos se, hoje, o Irã estivesse destruído, o Líbano mais bombardeado, o mundo em chamas.

A lua, até no lado escuro, é também bonita, mostraram os tripulantes da nave Artemis II. Segue intrigante, como todo o desconhecido.

A terra, pobre coitada, segue bombardeada. Em tempo real.

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