O desgaste dos dois candidatos (por Ricardo Guedes)
A 3 meses do início do período eleitoral, Lula e Flávio Bolsonaro estão desgastados, Lula pela economia e Flávio pela relação com Vorcaro
atualizado
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O Governo Lula 3 não apresentou inovação econômica, que unisse nova demanda com nova oferta, a chave fundamental para o desenvolvimento dos países. Nos Governos Lula 1 e 2, de 2002 a 2010, Henrique Meirelles administrou a concessão de créditos subsidiados para a indústria então ociosa devido a problemas remanescentes da Crise do Petróleo de 1998 e 1999, unindo a produção com a nova demanda gerada pelos Programas Sociais então implementados, principalmente o Bolsa Família, com o desenvolvimento do país, de US$ 0,5 trilhão para US$ 2,2 trilhões durante o período, com ganhos para todas as classes sociais. Já o Governo Lula 3, apresentou em seu início política econômica de tentativa de equilíbrio fiscal, o que deveria levar os agentes econômicos a desenvolver o país, com a introdução, na falta de êxito, de isenções fiscais e alocação de recursos em programas sem retorno econômico, com o aumento do déficit público. Desde 2010 até 2025, o PIB ficou estancado em US$ 2,2 trilhões. Adicionalmente, nestes últimos 2 anos a inflação de bens básicos e da alimentação tem superado, significativamente, as reposições salariais.
Já Flávio Bolsonaro apresenta decréscimo em seus indicadores eleitorais. Os candidatos atuais de direita têm se apresentado como representantes da “virtude”, como base do discurso ideológico da anticorrupção e da moralização dos países. A proximidade com Vorcaro e os exorbitantes valores recebidos para a produção do filme “Dark House”, sob suspeita de repasse para Eduardo Bolsonaro e compra de casa no Texas, tiram-lhe apoio de parte dos aliados e preciosos votos mais ao centro do espectro político, grupo que decide as eleições no Brasil. É quando a retórica é batida pela verdade.
Hoje, ambos Lula e Flávio Bolsonaro apresentam rejeições acima de 50%, e mais de 50% gostariam que houvesse uma eleição sem Lula e nem Flávio Bolsonaro. Campo clássico de surgimento de 3ª Via. Falta quem os lidere.
Ricardo Guedes é Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago e CEO da Sensus


