O decadente futebol brasileiro (por Roberto Caminha Filho)

Quanta sacanagem! Quanta esculhambação! Até quando?

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Seleção Brasileira de Futebol
1 de 1 Seleção Brasileira de Futebol - Foto: Estadão conteúdo

Acordei, tomei café, fui ao guarda-roupa e escolhi a camisa verde-amarela da Seleção Brasileira, aquela que venceu cinco Campeonatos Mundiais de Futebol.

Preparei-me psicologicamente para ver o futebol brasileiro praticado pelo espanhol Pepe Guardiola, do Manchester City, contra o futebol inventado pelo treinador do Fluminense e da Seleção Brasileira, Fernando Diniz.

Estava preparado para torcer pelo Brasil, apesar da alma rubro-negra estar avisando que a coisa não daria certo. O timaço do Manchester estava desfalcado de muitos jogadores e dos melhores do mundo nas suas posições: o meia De Bruine e o centroavante Halland.

Antes do jogo, os gozadores ingleses, chamaram o nosso Fluminense de Time de Asilo, de Aposentados e dos Casados, do tradicional jogo de final de ano, contra os solteiros.

O nosso Fluminense, digno representante do futebol brasileiro, aguentou, heroicamente, quarenta e sete segundos, e quem encerrou o nosso empate, foi o melhor jogador, o Marcelo, fazendo uma assistência espetacular para que os ingleses fizessem o seu primeiro gol.

A batida do centro mostrou ao mundo, que o Brasil de cinco vitoriosas copas, já não existe. Os veteranos foram prensados na sua linha de fundo, aquela em que o goleiro pisa, ficando muito difícil a saída da bola para o campo do Manchester.

Foi uma demonstração de tática e de técnica do time inglês. O representante do Brasil parecia um time de crianças sendo empurrado por um time de adultos. Foram noventa minutos de muito sufoco que levamos dos ingleses. As arquibancadas estavam lotadas de ruivos e louros, se afogando em gyn, cerveja e muita alegria. Foi um massacre que deveremos tirar como lição, para que não passemos vexame na Copa do Mundo. As eliminatórias estão mostrando que a anarquia reinante na CBF, já passou para o túnel e para o gramado.

O túnel atual não tem tamanho para dirigir a nossa seleção. O Fernando Diniz ainda é um despreparado para o cargo mais importante do futebol brasileiro. A nossa seleção não apresenta nada de novo e muito menos: nada de velho.

A CBF, segundo o presidente deposto, estava acertadíssima com o italiano Ancelotti, um grande técnico para dirigir os nossos bons jogadores. E agora, com a deposição do quinto presidente da CBF? O Ancelotti fica no Real Madri, vem para uma confederação acéfala ou aceita a brocha brasileira para ficar segurando toda a parede?

Oremos, façamos despachos e nos resignemos aos desmandos no riquíssimo e enganado futebol brasileiro.

Impossível é querer que uma confederação que teve seus seis últimos dirigentes depostos, e presos, no estrangeiro e no nosso território, possa passar pelas dificuldades impostas pelos nossos carentes vizinhos sulamericanos.

Quanta sacanagem! Quanta esculhambação! Até quando?

 

Roberto Caminha Filho, economista, vai torcer pelo Brasil e dormir.

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