
Flávio chamou fim da escala 6x1 de "oportunista"
Candidato desagrada empresários que defendem barrar proposta.

Flávio Bolsonaro (PL) mudou o discurso sobre o fim da escala 6×1. Após meses de críticas à proposta, declarou hoje que votará por sua aprovação no Senado. Mas com uma ressalva: “quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados, então o governo que vai ter que bancar essa compensação”.
O posicionamento é uma resposta a Lula, que semana passada cobrou nas redes sociais que Flávio Bolsonaro vote a favor da PEC.
Em 6 de outubro, classificou a proposta apoiada por Lula como “oportunista” e acusou o presidente de explorar o tema eleitoralmente. Defendeu, em contrapartida, maior flexibilidade nas jornadas e o pagamento por hora trabalhada, dizendo que seu projeto é “infinitamente melhor”, por dar “liberdade ao trabalhador de escolher a sua própria carga horária”.
Flávio exemplificou sua proposta ao dizer que uma mãe poderia, “por exemplo, trabalhar quatro horas por dia, de manhã ou à tarde, ou trabalhar no final de semana”. “Nossa proposta é dar essa liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade, a sua necessidade.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA alternativa defendida pelo PL (Partido Liberal) inclui ainda maior liberdade de negociação entre empregador e empregado. Flávio é signatário da PEC 12/2026, apresentada por Rogério Marinho (PL-RN), que propõe texto prevê a flexibilização da jornada de trabalho por meio de acordo individual entre empresa e empregado — sem a obrigação de negociação coletiva com o sindicato da categoria. Empresários contam com a ajuda do bolsonarismo para tentar barrar o avanço da proposta, que irá a plenário hoje.

