Democracia não é relativa (por Sérgio Vaz)

Ou é democracia, ou não é. Não dá para entender o que Lula ganha com esse besteirol

atualizado

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Ricardo Stuckert/PR
Imagem colorida mostra Lula e Maduro que se encontram antes da cúpula dos países sul-americanos - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Lula e Maduro que se encontram antes da cúpula dos países sul-americanos - Metrópoles - Foto: Ricardo Stuckert/PR

“O conceito de democracia é relativo para você e para mim”, sentenciou Luiz Inácio, o homem que se define como o mais honesto do mundo.

Muita coisa na vida é relativa, sem dúvida alguma.

O governo Lula 3 até aqui é bom ou ruim, ótimo ou péssimo? Bem… É relativo, certo? Relativíssimo. Comparando com o desgoverno de Jair Bolsonaro, é excelente, extraordinário, uma maravilha.

O que é pior, nomear um ministro do Supremo Tribunal Federal por ele ser terrivelmente evangélico ou por ele ter sido o advogado criminal do presidente da vez? Hum… É bastante relativo isso aí.

Mas há alguns pontos que são inquestionáveis, como, por exemplo, a mentira e a verdade. Se não é verdade, é mentira, e pronto, acabou. Não há relatividade possível.

Pode-se concordar com “o conceito” de que Lula é a alma mais honesta do país, do mundo, da galáxia, do universo – ou não. Agora, há uma verdade só, absoluta, inquestionável, irretorquível: Lula não foi absolvido das acusações de corrupção. Os processos foram suspensos ou fechados por questões técnicas, formais. Não houve julgamentos que concluíram pela sua inocência.

Não cabe aí falar de “conceito”, relatividade, relativismo. É fato, verdade.

Democracia também é assim: ou é, ou não é.

Se alguém acha que uma ditadura é uma democracia, o “conceito” dele está errado.

É muito simples. Pão, pão, queijo, queijo.

Venezuela, Cuba, Nicarágua, China são ditaduras.

Há eleições em todos eles. Mas não há liberdade de imprensa, não há liberdade de organização partidária, não há Judiciário independente, não há Legislativo independente – e quem se opuser ao governo vai preso.

É simples demais.

O resto é tergiversação, enrolação, papo furado.

O que deixa no ar uma gigantesca interrogação: mas por que raios Lula insiste nessa defesa das ditaduras “amigas”, “companheiras”?

Por quê? Para quê?

O que ele ganha com isso?

 

Sérgio Vaz é jornalista (ex-Estadão, estado.com.br, Agência Estado, revistas Marie Claire e Afinal, Jornal da Tarde). Edita os sites + de 50 Anos de Filmes e + de 50 Anos de Textos.

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