Alô, Trump: nosso Pix, nossas regras!
Bolsonaristas descobriram que o Brasil é uma maravilha: só falta agora entregar as chaves para o zelador americano
atualizado
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O Pix, essa deliciosa jabuticaba tecnológica, virou o novo campo de batalha da soberania nacional. Lula, em tom de palanque e com a autoridade de quem não aceita tutela, deu o recado curto e grosso em Salvador: o Pix é do Brasil e ninguém vai tirar.
A reação é uma resposta direta à arrogância de Washington, que agora classifica o nosso sistema de pagamentos como uma “prática desleal” por não pagar pedágio às bandeiras americanas de cartão de crédito.
Nas redes, o debate ferve e não é para menos. O termômetro digital mostra um país dividido entre o orgulho de uma ferramenta que libertou o cidadão e a desinformação orquestrada que tenta, pela enésima vez, requentar a autoria do Pix como se fosse um milagre de Jair Bolsonaro.
Estabeleçamos a verdade para que possamos seguir: a paternidade do Pix é do Banco Central, gestado no governo Temer, em 2018. É vitória de uma instituição de Estado e estamos conversados!
O cínico da história é ver a militância se mostrar cúmplice diante da ousadia de Donald Trump, que agora mira na nossa tecnologia. Como se apenas o “Grande Irmão” pudesse ter boas ideias.
No submundo dessa polêmica, assistimos ao constrangedor patriotismo de fachada de Flávio, candidato à Presidência, que exalta o Pix em solo nacional, mas emudece diante do ídolo estrangeiro que quer taxá-lo. Age como o sujeito que entrega o brinquedo novo do próprio filho para o vizinho rico só para ganhar um tapinha nas costas.
O problema do Clã carente de azul e vermelho, para além das disfunções já normalizadas por alguns, é que o nosso “brinquedo” não está à venda.
Alô, Trump? Just to let you know que nosso Pix, nossas regras!


