A senha de Alckmin: memória contra o golpismo que pede votos
Alckmin aposta no retrovisor: em 2026, a vitória virá da comparação entre quem fez e quem destruiu.
atualizado
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Geraldo Alckmin, adversário histórico de Lula e hoje seu vice, deu a senha para a batalha de 2026: a eleição será um imenso exercício de memória.
Para ele não se trata apenas de ideologia, mas de uma comparação nua e crua entre o governo que salvou a democracia e os golpistas (junto com seus aspirantes) que tentam se fantasiar de moderados para voltar ao poder perdido.
Falando em memória: vale lembrar que para os bolsonaristas, as urnas são críveis somente se lhes derem a vitória. Sim, é pra lá de cínico.
A narrativa de que Lula já está derrotado é o que circula no meio digital, mas o otimismo da oposição ignora um fator determinante: o pragmatismo de quem detém as chaves do cofre e do apoio político.
Entra em cena Gilberto Kassab. Considerado uma bússola da política, é também o fiel da balança – a distância entre Kassab e o bolsonarismo é maior do que as redes querem crer. O “centrão civilizado” sabe que é melhor ser sócio de uma democracia imperfeita do que cúmplice de um autoritarismo imprevisível.
No fim, a estratégia de Alckmin é clara: isolar o golpismo no cercadinho da história e atrair a direita que, embora não ame o PT, ama ainda menos a instabilidade.
Em 2026, a escolha é cristalina e Alckmin fez questão de deixar isso claro, falando… o óbvio: ora, se alguns grupos pregam a ditadura, isso mostra que não têm respeito pelo povo. Logo, não deveriam nem ser candidatos.


