A linha de Doria: atacar Bolsonaro e Lula e, por enquanto, poupar Moro

Escolhido nas prévias do PSDB, o governo paulista tem seu plano para tentar se viabilizar como a terceira via

atualizado 27/11/2021 22:01

Eduardo Leite, João Doria e Arthur Virgílio Divulgação/PSDB

Confirmado o candidato do PSDB à Presidência da República, o governador João Doria tem seu plano para tentar se viabilizar como a terceira via. Com seu grupo político e marqueteiros vai colocar na rua sua estratégia. Entende ter um tempo perdido a correr atrás.

O objetivo imediato para melhorar seu desempenho nas pesquisas eleitorais passa pelos duros ataques aos dois líderes na disputa: Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

“Lula, se prepare. Nos debates vou cobrar de você o maior esquema de corrupção que houve no país” – disse Doria sobre o petista, no seu discurso de vitória.

“Bolsonaro é sim um genocida. Sua atuação na pandemia matou pessoas. Vendeu um sonho e entregou um pesadelo” – afirmou Doria sobre o presidente.

O governador paulista não fez uma referência sequer a Sergio Moro, que, em apenas duas semanas, já começa a se distanciar do pelotão de baixo da disputa.

Doria vai poupar o ex-juiz e ex-ministro da Justiça, ao menos por enquanto. O candidato tucano ao Palácio do Planalto não falou de buscar diálogo ou conversa com os que estão nesse segmento do “nem Lula nem Bolsonaro”.

O tucano vai explorar também neste seu início de campanha fora de época sua atuação na pandemia: foi quem primeiro vacinou um brasileiro, uma brasileira no caso. Vai tentar fazer o diferencial com esse tema, que é esquecido por Moro, que concentra sua plataforma no combate à corrupção.