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Preocupado em ser derrotado e ver a Câmara Legislativa suspender o reajuste de até 25% das passagens de ônibus e metrô em sessão extraordinária marcada para esta quinta-feira (12/1), o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) convocou uma reunião para as 19h30 desta quarta. O chefe do Executivo local tentaria convencer a sua base parlamentar a votar contra a suspensão do aumento. Tentaria, porque poucas horas após chamar os aliados, o encontro foi cancelado pelo próprio socialista.

Por meio de nota, a Secretaria Adjunta de Assuntos Legislativos do GDF informou que, “devido a um imprevisto na agenda do governador Rodrigo Rollemberg, a reunião desta quarta (11), às 19h30, foi cancelada”. Embora ele não tenha detalhado qual foi esse imprevisto, a verdade é que não houve quórum. Nenhum parlamentar da base tinha confirmado presença.

O Metrópoles revelou que a Casa já teria os 13 votos necessários para aprovar a medida, com apoio de parlamentares aliados do GDF.

Na manhã desta quarta (11), o grupo de trabalho criado na Câmara para propor soluções ao governo em substituição ao aumento das tarifas fechou um documento com oito sugestões. Entre elas, os valores arrecadados com o Imposto sobre Serviço (ISS), pagos por motoristas do Uber, para o financiamento de parte do sistema de transporte público brasiliense.

Os deputados querem, ainda, que parte dos recursos arrecadados com multas de trânsito seja revertida para custear o sistema. A medida, porém, exige alteração em lei federal. Outra proposta é a cobrança em estacionamentos públicos, a chamada Zona Azul, que poderia render R$ 1 bilhão por ano aos cofres do GDF.

O clima entre Legislativo e Executivo não está nada amigável desde que o reajuste entrou em vigor, no dia 2 de janeiro. E ficou mais acirrado ainda nesta terça (10), quando Rollemberg vetou R$ 62,4 milhões do orçamento da Câmara, deixando os distritais irritados.

Segundo o presidente da Casa, Joe Valle (PDT), o corte atingiu recursos destinados ao pagamento de água e energia, inviabilizando o seu funcionamento. O Palácio do Buriti garantiu que fará a recomposição dos valores.

O GDF alega que o reajuste das passagens é necessário para evitar um colapso no transporte público brasiliense. Pelas contas do governo, foram gastos apenas no ano passado R$ 600 milhões com as gratuidades, maior problema que atinge o setor.

Para fazer uma devassa em todas as concessões, benefícios e planilhas, a Secretaria da Mobilidade contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O serviço, contratado sem licitação, vai custar R$ 4,8 milhões e levar seis meses.

 

 

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