Quem é Santa Marina, a trans do filme narrado pelo padre Lancellotti

O curta-metragem narrado pelo padre Júlio Lancellotti se tornou assunto nas redes sociais por conta da figura de uma santa transgênero

atualizado

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Santa Marina e o padre Júlio Lancellotti
1 de 1 Santa Marina e o padre Júlio Lancellotti - Foto: Reprodução/Internet

O curta-metragem San Marino, que estreia oficialmente em 1º de novembro de 2025 com narração do padre Júlio Lancellotti, gerou polêmica nas redes sociais por apresentar uma santa transgênero. Trata-se de Santa Marina, conhecida na tradição católica como Marina, o Monge.

De acordo com registros históricos preservados em obras clássicas e documentos eclesiásticos, Santa Marina teria vivido no Líbano, no século 5. Ela era filha única e perdeu a mãe durante a infância. O pai dela, então, resolveu ingressar em um mosteiro e levou a filha junto.

Para que ela pudesse entrar no local, o homem vestiu Marinha com roupas masculinas e a apresentou como filho.

Santa Marina é representada no curta narrado pelo padre Júlio Lancellotti

No curta-metragem narrado pelo padre Lancellotti, a santa foi interpretada como transgênero. A visão oficial da Igreja, entretanto, afirma que Santa Marina sempre foi uma mulher e assumiu a identidade masculina de Marino para viver com o pai no mosteiro.

O relato traz duas interpretações: rejeita a identidade de gênero desvinculada do sexo biológico, mas pede acolhimento pastoral e caridade no trato com todos.

Veja o trailer do curta, com estreia marcada para novembro de 2025:

A história da Santa Marina

No mosteiro, Marina ficou conhecida como irmão Marino. O disfarce foi mantido por uma vida inteira. No local, ela conviveu com uma disciplina rígida de penitência e práticas acéticas.

A história de Santa Marina, entretanto, ficou marcada por um caso de injustiça. Durante uma missão em uma aldeia, ela foi acusada pela filha de um homem de estupro. Marina permaneceu calada para manter o disfarce e o silêncio foi encarado como uma confissão.

Marina foi expulsa do mosteiro e obrigada a criar a criança. Ela aceitou a sentença e viveu anos longe do convento, cuidado do menino. Após anos de punição, ela foi admitida novamente no mosteiro, mas em condições sub-humanas.

A verdade sobre o caso só foi revelada após a morte dela. Os monges descobriram que Marino era Marina enquanto preparavam o corpo dela para o sepultamento. A história da santa está na Legenda Áurea, onde ela aparece como exemplo de santidade marcada por paciência e obediência.

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