Por que presente da China ao Brasil gerou revolta entre evangélicos
A escultura Dragão-Onça, presente da China para a COP30, virou alvo de críticas de fiéis e líderes religiosos nas redes sociais
atualizado
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Uma escultura criada pela artista chinesa Huang Jian especialmente para a COP30 tem gerado revolta entre evangélicos nas redes sociais. Batizada de Espírito Guardião Dragão-Onça, a escultura está exposta na Praça da Bandeira, na Freezone Cultural, área aberta ao público durante o evento em Belém.
Apresentada no último domingo (16/11), a escultura une dois símbolos culturais do Brasil e da China: a onça e o dragão. O resultado é uma figura felina com chifres abraçada a um globo terrestre. A imagem chamou atenção de páginas evangélicas e recebeu críticas de fiéis e líderes religiosos.
O presidente da Marcha para Jesus, Estevam Hernandes, posicionou-se publicamente. Ele afirmou que a obra “levanta alerta”, especialmente pelo uso da simbologia dos chifres. “A obra sugere uma aliança que pode representar a fusão da identidade nacional com valores que não refletem nossa tradição cristã”, escreveu.
🐉 🇨🇳 China presenteia o Brasil com a escultura de bronze “Espírito Guardião Dragão-Onça” durante a COP30.pic.twitter.com/j3OBIkQf8E
— République (@republiqueBRA) November 17, 2025
Em outras publicações, internautas evangélicos associaram a peça a profecias bíblicas ou forças ocultas. “Tudo simbolismo, não tem como fechar os olhos. O livro do apocalipse trata disso de ponta a ponta”, comentou um usuário. “Está repreendido! Que caia fora do nosso país em nome de Jesus”, disse outro.
Criada em bronze e concluída em menos de dois meses, a escultura busca representar a união entre a ancestralidade chinesa e brasileira por meio da fusão entre o dragão e a onça. A obra ainda simboliza a proteção à Floresta Amazônica. Giovanni Dias, idealizador da Freezone, reforça que a escultura representa a junção de protetores das florestas de diferentes culturas.
“Cada cultura tem as suas divindades, tem as suas crenças, tem as suas formas de expressar aquilo que é mais sagrado”, aponta. “Dessa forma, as diversas culturas conseguem, através das suas expressões divinas, representar aquilo de mais sagrado que eles têm relacionado aos encantados e aos protetores da floresta.”






