Suspeitos de espancar e deixar mulher seminua em matagal são presos

Eles confessaram que se encontraram com a vítima, mas negam qualquer tentativa de violência

atualizado 17/08/2019 13:08

Divulgação/CBMDF

Três homens foram presos temporariamente na manhã deste sábado (17/08/2019) acusados de agredir uma auxiliar administrativa, de 42 anos, e abandoná-la em um matagal na L4 Norte, em frente à Estação Biológica da Universidade de Brasília (UnB). Eles confessaram à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) terem se encontrado com a vítima, mas negam qualquer violência.

Os suspeitos são dois catadores de material reciclável da região e um morador da Asa Norte. De acordo com o relato deles, todos se encontraram na quadra 216 norte e se dirigiram à mata. No local, os quatro beberam e usaram drogas durante a noite anterior, mas afirmam não ter tentado estuprar, agredir ou matar a mulher.

Foram encontrados na cena do crime uma pedra usada para atingir a vítima, uma barra de PVC e o casaco de um dos suspeitos. Os três objetos ainda serão periciados.

A 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), que investiga o caso, considera mais provável a hipótese de tentativa de homicídio. Os investigadores aguardam os laudos da perícia para saber se houve, de fato, estupro. Eles não podem contar com o depoimento da vítima, que está desacordada, e nem com os suspeitos, que não confessam o crime. Os três homens permanecerão presos até a conclusão da investigação.

Segundo o delegado Laercio Rosseto, a princípio eles podem ser indiciados por estupro e tentativa de homicídio, o que dá até 30 anos de prisão.

A mulher está internada no Instituto Hospital de Base do DF (IHBDF). O estado de saúde dela se agravou e foi preciso sedá-la. De acordo com as primeiras informações, a vítima levou pedradas na cabeça e foi localizada com alucinações, despida da cintura para baixo e com hemorragia. A calça jeans e a calcinha foram encontradas ao lado de um colchão sujo de sangue.

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Neste 2019, o Metrópoles iniciou projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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