PCDF está atrás de dois suspeitos de atacar mulher e deixá-la seminua

A auxiliar administrativa de 42 anos levou pedradas na cabeça e no rosto. A vítima permanece sedada no Hospital de Base do DF

Divulgação/CBMDF

atualizado 16/08/2019 15:49

Investigadores da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) estão nas ruas em busca de dois homens suspeitos de agredir uma auxiliar administrativa de 42 anos e abandoná-la em um matagal. Ela foi encontrada seminua na quinta-feira (15/08/2019), na L4 Norte, em frente à Estação Biológica da Universidade de Brasília (UnB).

Segundo a polícia, pelo menos um dos agressores seria conhecido da vítima. O nome da mulher foi preservado tendo em vista que o caso envolve suspeita de estupro. As diligências e os depoimentos prosseguem nesta sexta-feira (16/08/2019).

A mulher está internada no Hospital de Base do DF (HBDF). O estado dela se agravou e ela precisou ser sedada. De acordo com as primeiras informações, a vítima levou pedradas na cabeça e foi localizada com alucinações, despida da cintura para baixo e com hemorragia. A calça jeans e a calcinha foram encontradas ao lado de um colchão sujo de sangue.

O caso está sendo investigado como tentativa de feminicídio e estupro. Segundo o Corpo de Bombeiros, acionado por catadores de materiais recicláveis, a vítima estava com profundos ferimentos na face. Ela foi transportada ao hospital consciente, orientada e estável. Duas viaturas e oito militares foram deslocados para a ocorrência.

A Diretoria de Segurança da Universidade de Brasília (UnB) informou ao Metrópoles, em nota, que acompanha a ocorrência.

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Neste 2019, o Metrópoles iniciou projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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