DF: após agredir empresária e matá-la, assassino levou até a aliança

Geralda Azevedo foi vítima de latrocínio na última sexta-feira (09/08/2019) e morreu após dar entrada no Hospital Regional do Gama

PCDF/DivulgaçãoPCDF/Divulgação

atualizado 16/08/2019 8:47

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) procura o autor do latrocínio (roubo seguido de morte) cometido contra Geralda dos Reis Ramires Azevedo, 44 anos. A moradora do Gama foi assassinada em um matagal em frente de casa, nessa sexta-feira (09/08/2019), quando retornava de uma caminhada. O principal suspeito é um catador de material reciclável. Ela ainda chegou com vida ao Hospital Regional do Gama (HRG), mas não resistiu aos ferimentos que sofreu na cabeça. O homem fugiu logo em seguida, levando celular e a aliança dela.

Segundo o delegado Pablo Aguiar, da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), os investigadores não conseguiram encontrar o registro de identidade do agressor, que vive no DF há cerca de dois meses.

Durante as apurações, porém, os policias localizaram três nomes usados por ele em documentos pessoais, como cartões de vacinação: José Carlos Alves Rocha, José Alves Rocha e José Eduardo Rocha (foto em destaque). “Ele estava há aproximadamente dois meses vivendo em uma área ocupada por sem-terra, no Núcleo Rural Monjolo, no Gama”, disse o delegado.

O caso

Na data do latrocínio, Geralda havia saído para caminhar, por volta das 7h. Com a demora para retornar, familiares acionaram a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e iniciaram as buscas.

De acordo com o delegado, por volta das 8h15, a mulher passava na estrada de terra próximo ao local em que residia, quando foi surpreendida pelo catador. “Ela ainda tentou ligar para uma prima. Provavelmente, estava ali e ligou para pedir ajuda. Temos o registro da ligação às 8h23, que foi realizada, mas ela não conseguiu contato”, contou Aguiar.

Após assassinar a mulher, o homem levou o corpo para um matagal atrás da pista, onde planejava enterrá-la. “Quando o marido entrou no mato, avistou o catador puxando a esposa dele para dentro, e correu para socorrê-la. Nesse momento, o homem fugiu”, detalhou.

Quando o marido de Geralda a encontrou, ela já apresentava vários ferimentos pelo corpo e estava sem o celular e sem aliança. Apesar dos sinais de estrangulamento observados pelos investigadores, o laudo do Instituto Médico Legal (IML), concluído nessa terça-feira (13/08/2019), apontou que a causa da morte foi uma pancada na cabeça.

“Próximo à cova que ele cavou, encontramos um chinelo, uma picareta, sacos e lençóis. Ele provavelmente iria usar esses sacos, que eram de ração animal, para envolvê-la e enterrar ali”, afirmou. Segundo o delegado, no local onde o homicida morava foram encontrados sacos iguais àqueles do matagal, e isso seria mais um indício de que o crime foi praticado pelo homem.

“Existem vários elementos que o apontam como autor. Temos uma testemunha que mora no condomínio do lado, que a viu chegando e também viu o catador por lá. E temos uma outra testemunha que disse que o catador estava com um carrinho e que estava impedindo a passagem dele por ali.”

Ana Karolline Rodrigues/Metrópoles
Denuncie

Caso alguém tenha indícios do paradeiro do homem, o policial pede para que entre em contato pelo telefone (61) 3207-8220 ou pelo 197, o Disque-Denúncia da PCDF. “Estamos representando pela prisão dele. Caso alguém tenha algum indício da localização, pedimos que nos contate.”

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