Preso, jovem diz ter estuprado e ejaculado no rosto de japonesa antes de matá-la em Abadiânia

Rafael Lima da Costa, 18 anos, confessou ter estuprado a vítima após ver que ela não tinha bens valiosos

atualizado 25/11/2020 16:30

A Polícia Civil de Goiás finalizou as investigações sobre a morte de Hitomi Akamatsu, 43, japonesa encontrada em avançado estado de decomposição em uma cachoeira de Abadiânia. Em depoimento à delegada Isabella Joy, o jovem acusado de ser autor do crime confessou ter estuprado a vítima antes de matá-la.

Inicialmente, o estupro não havia sido constado no laudo cadavérico, devido ao avançado estado de putrefação do cadáver. No entanto, ao ser interrogado novamente pelos policiais, Rafael Lima da Costa, 18 anos, confessou ter estuprado a vítima após ver que ela não tinha bens valiosos.

“Ele disse que resolveu estuprá-la porque ela estava ali na cachoeira, de biquíni, e não tinha nenhum objeto valioso para ser roubado”, contou a delegada. “Ele ejaculou no rosto da vítima e então a matou”.

Ainda segundo Joy, Rafael Lima se mostrou frio durante todo o interrogatório, sem sinais de remorso. Ele já tinha duas ocorrências de atos infracionais análogos ao estupro, cometidos quando era menor de idade. Nas ocasiões anteriores, Lima teria dito que “não conseguiu se controlar”.

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O autor do crime havia afirmado, anteriormente, ter matado Hitomi por enforcamento. No entanto, os exames feitos por peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) apontaram uma fratura no crânio, causada por objeto contundente.

Rafael Lima será indiciado por latrocínio, estupro e ocultação de cadáver e, se condenado, pode pegar até 43 anos de prisão.

“Ela se mudou para o Brasil havia cerca de dois anos, para fazer um tratamento espiritual na cidade. Segundo informações, ela saiu do Japão após sobreviver ao acidente da usina de Fukushima, inclusive por isso procurou tratamento”, explica o delegado Albert Peixoto.

Hitomi era adepta dos procedimentos espirituais oferecidos pela Casa Dom Inácio Loyola, conhecido centro religioso onde João Teixeira de Faria, o João de Deus, atuava. A corporação, no entanto, não faz ligação da morte da estrangeira com as investigações envolvendo o ex-médium.

O acusado contou aos investigadores que precisava de dinheiro para pagar uma dívida com traficantes da região e por isso deu início à série de brutalidades que tiraram a vida de Hitomi.

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