Mulher tem o corpo queimado no DF. Companheiro é suspeito

Vítima contou aos bombeiros que o homem jogou solvente nela em frente ao UniCeub, na Asa Norte

Andre Borges/Esp. para o MetrópolesAndre Borges/Esp. para o Metrópoles

atualizado 25/11/2019 17:18

Uma mulher teve o corpo queimado após ter sido atacada pelo companheiro na Asa Norte. O crime ocorreu na madrugada desta segunda-feira (25/11/2019), em frente ao UniCeub, na Entrequadra 707/907.

Em princípio, de acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima, identificada como Leidiane Germano do Nascimento, 34 anos, teria ficado com 40% do corpo afetado, com queimaduras de primeiro grau no tronco e no couro cabeludo.

Mais tarde, a policiais civis realizaram diligência no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), para onde ela foi levada. Lá, tiveram a informação de que a vítima teve queimaduras de 2º e 3º Grau em 15% do corpo.

Ela informou aos militares que o autor do crime é o seu próprio companheiro. Ambos são moradores de rua. Ele teria jogado solvente em seu corpo. A mulher foi atendida pelos bombeiros e transportada para o Hran. O autor não foi localizado. A Polícia Civil investiga o caso.

Violência
Nesta segunda-feira (25/11/2019), é celebrado o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Novembro é o mês de início da campanha mundial contra todas as formas de violência de gênero, que segue até 10 de dezembro.

No DF, o número de feminicídios em 2019 já supera o do ano passado.

Levantamento com base em dados da Polícia Civil do DF (PCDF) produzido pelo (M)Dados, o núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles, indica que, até o dia 21 de novembro deste ano, foram registrados 29 feminicídios consumados, 80 tentativas e 14.935 casos de violência contra mulheres na capital.

Os dados quanto aos dois primeiros crimes já superam os do ano passado, quando foram registrados 28 feminicídios, 66 tentativas e 14.985 casos de violências, segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF). Apesar de o número de casos de violências de modo geral contra brasilienses ainda ser menor que o de 2018, a quantidade pode ultrapassar o total de registros do ano passado, se a média mensal de 2019 for mantida.

 

Neste 2019, o Metrópoles iniciou um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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