Homem de 67 anos é suspeito de estuprar garota de apenas 12 no DF
A menina é neta da companheira do suspeito e recebia “compensações” pelos abusos, incluindo dinheiro e material escolar
atualizado
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Um homem de 67 anos foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal acusado de “molestar sexualmente” a neta de sua companheira de apenas 12 anos.
De acordo com a corporação, o suspeito teria apalpado “suas nádegas, seios e vagina” e compensava a vítima com dinheiro, presentes e até material escolar. As investigações começaram após a mãe da vítima prestar queixa na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).
“Ela estava estranhando o fato de a filha estar andando com dinheiro e cheia de presentes. Confrontou a menina, que contou a história. Inclusive, a própria mãe afirmou que o padrasto teria tentado beijá-la à força quando tinha 12 anos”, disse o delegado-chefe João Ataliba Neto.
Os crimes teriam ocorrido em 2017, mas o suspeito só teve prisão preventiva decretada pela Justiça neste ano. Ele responderá por estupro de vulnerável, podendo pegar até 15 anos de reclusão
Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.
O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.
Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras. (Colaborou Rebeca Borges)
