Feminicídio na 415 Sul: assassino é condenado a 25 anos de prisão

Crime ocorreu em 2018. Jonas Zandoná foi condenado por arremessar a companheira da janela do apartamento

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 22/08/2019 17:25

O Tribunal do Júri de Brasília condenou, nesta quinta-feira (22/08/2019), Jonas Zandoná, de 45 anos, a 25 anos de prisão em regime inicialmente fechado pelo homicídio de Carla Grazielle Rodrigues Zandoná, de 37. Em agosto do ano passado, o condenado arremessou a companheira da janela do terceiro andar de um prédio da 415 Sul.

No entendimento dos jurados, o assassinato foi cometido por motivo fútil e com meio cruel, que impossibilitou a defesa da vítima. Na noite do crime, a mulher chegou a ser socorrida. No entanto, ela teve uma parada cardíaca e morreu.

Antes de ser assassinada, Carla já havia denunciado o companheiro por agressão duas vezes. A última, em 2016, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Jonas estava preso desde a época do crime.

Quando os policiais chegaram para atender a ocorrência, a porta do apartamento teve de ser arrombada. Jonas estava dentro do imóvel. “Ele tomava remédio para esquizofrenia e, no momento da prisão, falava frases desconexas. Também apresentava sintomas de embriaguez”, contou o sargento da PM Sérgio Pereira ao Metrópoles à época do crime.

Neste 2019, o Metrópoles iniciou um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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