Águas Claras: após vídeo de agressão, condomínio vai despejar morador

A 21ª DP instaurou inquérito para apurar caso em que mulher é agredida com cotovelada na piscina de prédio

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 AgressãoAC - Foto: Reprodução/Vídeo

A administração do condomínio Atol das Rocas, em Águas Claras, informou que uma ação de despejo contra o morador, primo do rapaz que aparece em vídeo agredindo duas mulheres na piscina do residencial, já está em andamento. A 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul) instaurou um inquérito nesta sexta-feira (8/3) para apurar o caso.

“[A administração] vem a público a fim de esclarecer que repudia qualquer ato de violência nas dependências do prédio e zela pela boa convivência de seus condôminos”, ressaltou o residencial, por meio de nota. Ainda segundo os administradores, a ação do visitante, que terá a entrada barrada no condomínio, é de responsabilidade do morador que o convidou.

Um morador que pediu para não ser identificado disse que o episódio, ocorrido na véspera do Dia Internacional da Mulher, é extremo, mas não isolado. “Aqui temos muitas agressões, brigas e discussões que não chegaram a virar ocorrências policiais. O visitante que agrediu a mulher tem o comportamento vinculado ao de seu primo, que vive aqui. Se não houver prisão, é provável que ocorra novamente”, alertou.

https://www.youtube.com/watch?v=YVjFcOrGS74

Os vizinhos também relataram que o agressor comparece ao Atol das Rocas com frequência. “Estão sempre envolvidos com bebidas e brigas. De um mês para cá, as discussões aumentaram e pioraram. Já acionamos a polícia antes por agressão, mas também não quiseram registrar a ocorrência”, ressaltou o morador.

De acordo com funcionários, o inquilino, primo do homem que aparece nas imagens, vive no condomínio há cerca de oito meses e é conhecido por ameaçar moradores e funcionários de agressão e até de morte. “É difícil sair tranquilo sabendo que ele já falou que daria um tiro na minha esposa”, relatou um dos moradores.

Tanto o inquilino como o primo e a vítima que levou a cotovelada não foram encontrados pela reportagem nesta sexta (8). Equipes da 21ª DP chegaram ao condomínio por volta de 12h para levantar dados necessários da ocorrência e fazerem a identificação de todos os envolvidos.

O delegado-chefe da 21ª DP, Alexandre Gratão, explicou que, apesar de as partes não terem registrado ocorrência, a polícia abriu um inquérito. “Vamos solicitar as imagens e tomar todas as providências necessárias para o esclarecimento total dos fatos”, garantiu.

Relembre o caso
O vídeo foi gravado por uma moradora de Águas Claras. Nas imagens, o agressor dá duas cotoveladas no rosto de uma das vítimas e um soco na outra. Pelas imagens, é possível ver que as mulheres estão do lado de fora da piscina. Em certo momento, uma delas caminha até um vaso de plantas, enche a mão de terra e volta para jogar no homem.

Após tentativa de contê-la, o agressor acerta uma cotovelada na mulher, que seria a namorada dele. A amiga procura intervir na situação e também recebe um golpe.

A moradora que gravou o vídeo – enviado em primeira mão ao Metrópoles – contou que, antes de começar a filmar, o trio já vinha se agredindo verbalmente e desrespeitando regras do condomínio.

O prédio proíbe bebida alcoólica na piscina, mas isso não os impediu de levar uma caixa de isopor recheada de latas e garrafas. “Eles estavam claramente alcoolizados, falando muito alto, ouvindo música alta e se xingando. A minha enteada os viu brigando e disse que o homem estava batendo nelas. Foi quando eu comecei a filmar”, disse a pessoa responsável pela filmagem, que pediu para não ter o nome divulgado.

Ela acionou a Polícia Militar, mas, instantes antes de os PMs chegarem, o porteiro pediu para que os envolvidos se retirassem, e os três voltaram para o apartamento do primo do agressor.

Segundo a moradora, após retornar ao telefone 190, foi informada pelos atendentes que a vítima negou ter sido agredida, ao contrário do que mostra o registro feito por celular. Por essa razão, não foi registrada ocorrência em delegacia.

“Disseram que os policiais viriam e que era para eu passar o vídeo para eles, mas ninguém me procurou. A gente não pode aceitar ver isso como se fosse briga de casal”, desabafou a mulher.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país. Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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