Acusado de matar japonesa em Abadiânia também é indiciado por estupro

Além disso, Rafael Lima da Costa, 18 anos, responderá na Justiça pelo latrocínio e pela ocultação do cadáver de Hitomi Akamatsu

atualizado 01/12/2020 8:14

Após confessar que abusou sexualmente de Hitomi Akamatsu antes de assassiná-la, Rafael Lima da Costa agora foi indiciado por estupro. O acusado, de 18 anos, também responderá na Justiça por latrocínio (roubo com morte) e ocultação de cadáver. Os crimes foram cometidos em Abadiânia (GO), no Entorno do DF.

Em novo interrogatório, realizado após o resultado do laudo de cena de crime comprovar que Hitomi foi estuprada, Rafael confessou mais esse crime. No primeiro depoimento, o suspeito havia confessado o assassinato da japonesa, apesar de ter mentido quanto à forma como a matou. Ele também omitiu o abuso sexual. Se condenado, o réu confesso pode ser sentenciado a até 43 anos de reclusão.

0

“Ele disse que resolveu estuprá-la, porque ela estava ali na cachoeira, de biquíni, e não tinha nenhum objeto valioso para ser roubado”, contou a delegada do caso, Isabella Joy. “Ele ejaculou no rosto da vítima e, então, a matou”.

Segundo Isabella, Rafael Lima se mostrou frieza durante todo o interrogatório, sem sinais de remorso. Ele tinha duas ocorrências de atos infracionais análogos ao estupro, cometidos quando era menor de 18 anos. Nas ocasiões anteriores, Lima teria dito que “não conseguiu se controlar”.

Latrocínio

Hitomi Akamatsu foi encontrada morta na segunda-feira (16/11). O acusado contou aos investigadores que precisava de dinheiro para pagar uma dívida com traficantes da região. Por isso, em 10 de novembro, tentou assaltar Hitomi, que teria reagido. Com medo de ser denunciado, disse que enforcou a vítima com uma camisa e escondeu o corpo.

O laudo cadavérico, ao qual o Metrópoles teve acesso com exclusividade, desmente a versão contada por Rafael Lima da Costa, réu confesso do crime. Segundo o parecer, a morte de Hitomi foi provocada por fratura no crânio em decorrência de golpe na cabeça.

A japonesa era sobrevivente do acidente nuclear de Fukushima, ocorrido em 2011, no Japão, e estava desaparecida havia mais de uma semana. “Ela mudou-se para o Brasil havia cerca de dois anos, para fazer um tratamento espiritual na cidade. Segundo informações, ela saiu do Japão, após sobreviver ao acidente da usina de Fukushima, inclusive, por isso, procurou tratamento”, explicou o delegado Albert Peixoto.

Hitomi, que era adepta dos procedimentos espirituais oferecidos pela Casa Dom Inácio Loyola, foi encontrada enterrada, próximo a uma cachoeira, na propriedade do centro. A Polícia Civil de Goiás (PCGO), no entanto, não faz ligação da morte da estrangeira com as investigações envolvendo o médium, preso e condenado por estupro dentro do centro espiritual.

A PCGO investigava o desaparecimento de Hitomi desde domingo (15/11), quando um amigo da vítima procurou os policiais para dizer que não tinha notícias da mulher fazia uma semana.

Últimas notícias