Jovem que matou japonesa já havia estuprado estudante na saída de escola

Na tarde desta quarta-feira, a Justiça de Goiás converteu a prisão em preventiva. Com isso, ele ficará detido por tempo indeterminado

atualizado 18/11/2020 17:37

O jovem de 18 anos suspeito de matar a japonesa Hitomi Akamatsu, 43 anos, em Abadiânia (GO), já havia sido apreendido, quando adolescente, por estuprar uma estudante na saída de uma escola na mesma cidade. Rafael Lima da Costa (foto em destaque) confessou, em depoimento, ter matado a estrangeira após tentar assaltá-la.

Na tarde desta quarta-feira (18/11), a Justiça de Goiás converteu a prisão dele em preventiva. Com isso, Rafael Lima ficará detido por tempo indeterminado.

Após a identificação cadavérica, a Embaixada do Japão tenta contato com familiares de Hitomi para comunicar a morte dela. A representação do Japão no Brasil diz que começou o procedimento para translado do corpo.

Em nota enviada ao Metrópoles, a embaixada afirma ainda que trabalha com as forças policiais desde que foi notificada sobre a tragédia ocorrida dentro da cachoeira da Casa Dom Inácio de Loyola, lugar onde o ex-médium João de Deus atendeu por muitos anos. Disse também que auxilia “na comunicação com pessoas relacionadas à vítima” e aguarda maiores informações para que novas providências sejam tomadas.

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O Instituto Médico Legal (IML) de Goiás aguarda a apresentação de documentos por parte da embaixada para liberar o corpo. Segundo a instituição, responsáveis da representação asiática compareceram à Polícia Científica de Anápolis, onde os exames no cadáver foram realizados.

Latrocínio

Hitomi Akamatsu foi encontrada morta na segunda-feira (16/11). O suspeito, Rafael Lima da Costa, contou aos investigadores que precisava de dinheiro para pagar uma dívida que tinha com traficantes da região. Por isso, tentou assaltar Hitomi, que teria reagido. Com medo de ser denunciado, assumiu ter enforcado a vítima com uma camisa e escondido o corpo.

A japonesa era sobrevivente do acidente nuclear de Fukushima, ocorrido em 2011, no Japão, e estava desaparecida havia mais de uma semana, no Entorno do Distrito Federal, segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO). “Ela se mudou para o Brasil fazia cerca de dois anos, para realizar um tratamento espiritual na cidade. Segundo informações, ela saiu do Japão após sobreviver ao acidente da usina de Fukushima, inclusive por isso procurou tratamento”, explica o delegado Albert Peixoto.

Hitomi era adepta dos procedimentos espirituais oferecidos pela Casa Dom Inácio Loyola. A Polícia Civil de Goiás, no entanto, não faz ligação da morte da estrangeira com as investigações envolvendo o ex-médium, que foi preso e condenado por estupro dentro do centro espiritual.

A PCGO investigava o desaparecimento de Hitomi desde domingo (15/11), quando um amigo da vítima procurou os policiais para dizer que não tinha notícias da mulher fazia uma semana.

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