Síndrome da pessoa necessária: quando dizer "não" vira desafio
A síndrome da pessoa necessária reflete o comportamento em que a pessoa sente uma necessidade excessiva de ser indispensável para os outros

Já ouviu falar da síndrome da pessoa necessária? Embora não seja um diagnóstico oficial da psicologia ou psiquiatria, o termo é utilizado para descrever um padrão de comportamento em que a pessoa sente uma necessidade excessiva de ser indispensável para os outros.
A psicóloga Alana Anijar abordou o assunto em um podcast que acumulou milhões de reproduções no Spotify. O conteúdo repercutiu nas redes sociais e acendeu o debate sobre esse padrão de comportamento.


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Ver todasEntenda o que é a síndrome da pessoa necessária
A síndrome da pessoa necessária se caracteriza como um comportamento em que o indivíduo sente uma necessidade excessiva de resolver os problemas de todos ao seu redor.
De acordo com a psicóloga e neuropsicóloga Marina Sorrentino, quando a pessoa se comporta dessa maneira, ela associa seu valor pessoal à capacidade de cuidar, resolver problemas ou atender às necessidades alheias.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloComo consequência, a síndrome da pessoa necessária pode levar à dificuldade de reconhecer e respeitar os próprios limites.
Principais sinais
- Dificuldade em dizer “não”;
- Necessidade constante de agradar;
- Assumir responsabilidades que pertencem a outras pessoa;
- Sentir culpa ao priorizar as próprias necessidade;
- Dificuldade em pedir ajuda;
- Tendência a colocar o bem-estar dos outros acima do próprio.
O que influencia esse tipo de comportamento?
Ao Metrópoles, Marina Sorrentino detalha o que pode levar uma pessoa a sentir que precisa ser indispensável para os outros. Segundo ela, existem diversos fatores podem contribuir para esse comportamento.
“Experiências na infância e na adolescência, baixa autoestima, necessidade de aprovação, medo da rejeição ou do abandono, crenças de que o amor precisa ser conquistado por meio do cuidado e traços de perfeccionismo são alguns dos aspectos que podem favorecer esse padrão”, lista a profissional.
Em muitos casos, a pessoa passa a acreditar que seu valor está diretamente relacionado ao quanto consegue fazer pelos outros.
Quando esse padrão se mantém ao longo do tempo, pode favorecer estresse crônico, ansiedade, esgotamento emocional, dificuldades nos relacionamentos e prejuízos ao autocuidado.

Dicas para desenvolver vínculos mais saudáveis
Se você costuma colocar as necessidades dos outros acima das suas ou tem dificuldade em dizer “não”, Marina ressalta um ponto importante: relações saudáveis são construídas com base na reciprocidade, no respeito aos limites e na autonomia de cada indivíduo, e não na dependência.
“Desenvolver autoconhecimento, fortalecer a autoestima, aprender a estabelecer limites e compreender que o próprio valor não depende de ser indispensável são passos fundamentais”, afirma a expert.
O acompanhamento psicológico também auxilia na identificação das crenças que sustentam esse comportamento, favorecendo a construção de relações mais equilibradas e saudáveis, conclui Marina.

















