Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Vida & Estilo

Reencontro emocionante entre merendeira e alunos depois de 48 anos

Quase 50 anos depois, merendeira reencontra ex-alunos e revive memórias em uma festa emocionante e cheia de carinho

25/02/2026 11:23
Reprodução
Reencontro emocionante entre merendeira e alunos depois de 48 anos

Quase meio século depois de ter servido as primeiras merendas na Escola João Evangelista Vieira de Almeida,  em Campo Grande, Francisca Pereira Giniz, hoje com 76 anos, viveu uma tarde que transformou lembranças em realidade. A antiga merendeira reencontrou parte dos alunos que acompanhou ao longo de 32 anos de trabalho — de 1975 a 2007 — em um encontro marcado por emoção e memórias.

Receba no seu email as notícias de Fitness&Nutrição

Frequência de envio: Duas vezes na semana

Ver todas as newsletters

Foram quase três meses de organização até que o reencontro saísse do papel. Telefones antigos foram resgatados, contatos atualizados e histórias relembradas antes mesmo da festa acontecer. No domingo (22/2), mais de 20 pessoas confirmaram presença. O cardápio afetivo incluía bolo, maria-mole, bala de coco e pé de moleque — os mesmos sabores que marcaram os intervalos da época.

Francisca dedicou mais de três décadas à escola, entre 1975 e 2007. Enfrentou tempos difíceis, quando não havia energia elétrica e a água precisava ser retirada do poço. Ao jornal Grampo Grande News, ela contou que costumava dizer que cuidava das crianças como uma mãe cuida dos filhos — com firmeza e carinho.

Francisca se emocionou no reencontro

“Não tinha luz ou água era poço. Depois melhorou veio a energia. Eu me sentia uma mãe porque tinha que cuidar de todas aquelas crianças de coração. Eu trabalhei só lá. Eu me senti muito bem, não esqueço de tudo que passei com a gurizada”, contou.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & Estilo

No reencontro, a emoção era visível. Alguns ex-alunos se reconheceram imediatamente, outros precisaram trocar nomes e memórias para reconstruir as conexões. Ainda assim, o sentimento era comum: gratidão. Muitos lembraram da merendeira que, além de alimentar, acolhia.

Apesar da preocupação dos filhos com sua saúde, Francisca fez questão de participar. Queria ver de perto aquelas crianças que hoje são adultos, algumas já avós. Disse que guarda cada um no coração e que momentos como aquele são prova de que cada ano dedicado à escola valeu a pena.