Planta rica em ferro e cálcio ganha destaque por benefícios à saúde
Planta alimentícia é estudada por propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e pode ajudar na redução de inflamações e alívio de dores
atualizado
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Você já ouviu falar na planta ora-pro-nóbis? Ela possui alto valor nutricional, é rica em ferro e cálcio, e tem chamado a atenção de pesquisadores e profissionais de saúde por seus possíveis efeitos terapêuticos. Estudos iniciais apontam propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e cicatrizantes, mas especialistas alertam que o consumo deve ser feito com cautela e não substitui tratamentos médicos.
Entenda
- Planta é fonte de minerais importantes para ossos e músculos
- Estudos indicam potencial anti-inflamatório e analgésico
- Evidências ainda são pré-clínicas, sem comprovação em humanos
- Uso sem orientação pode causar riscos e interações medicamentosas
O interesse científico em torno da Pereskia aculeata, popularmente conhecida como ora-pro-nóbis, tem crescido nos últimos anos. Utilizada tradicionalmente na alimentação e em preparos caseiros, a planta passou a ser analisada por pesquisadores devido à sua composição nutricional e aos possíveis efeitos terapêuticos observados em laboratório.
Segundo o cardiologista Rafael Marchetti, estudos iniciais sugerem que os frutos e subprodutos da ora-pro-nóbis podem ajudar na redução de inflamações e no alívio de dores.
“Há indícios de um potencial analgésico e anti-inflamatório, o que desperta interesse para pesquisas voltadas a doenças de origem inflamatória”, explica.
Médico faz alerta sobre a planta
Apesar dos resultados promissores, o médico ressalta que as evidências disponíveis até o momento são pré-clínicas, ou seja, obtidas em testes laboratoriais. “Ainda não existem comprovações robustas em humanos. Para que a ora-pro-nóbis seja considerada segura e eficaz como tratamento, são necessários ensaios clínicos rigorosos”, afirma.

Outro ponto de atenção está no consumo sem acompanhamento profissional, especialmente na forma de chá. Marchetti alerta que plantas medicinais podem causar efeitos adversos e interagir com medicamentos de uso contínuo.
“O maior risco está na falta de controle sobre dosagens e possíveis interações. Chás não devem substituir terapias convencionais”, reforça.
Para quem deseja incluir a planta na rotina, a recomendação é moderação e orientação adequada. “Em pequenas quantidades, não vejo grandes problemas, mas ela não deve ser encarada como remédio. Pode ser utilizada de forma complementar, sempre com acompanhamento médico, principalmente por quem já faz tratamento”, conclui o cardiologista.
