Perda de massa muscular afeta a mobilidade e a qualidade de vida
O ortopedista Kaleu Nery alerta que a redução da força compromete a independência funcional e eleva o risco de quedas e dores
atualizado
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A perda de massa muscular, conhecida como sarcopenia quando relacionada ao envelhecimento, impacta diretamente a mobilidade, a independência funcional e a qualidade de vida das pessoas. Com a redução da força muscular, atividades cotidianas simples passam a exigir um esforço muito maior, o que acaba aumentando o risco de quedas, dores articulares e limitação funcional. O alerta é do ortopedista Kaleu Nery, que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico correto para conter esse processo.
Entenda
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Fatores aceleradores: além do envelhecimento natural, causas como sedentarismo, doenças crônicas, má alimentação e períodos prolongados de imobilização aceleram a perda muscular.
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Riscos por faixa etária: em idosos, a perda de músculos se associa a quedas e perda de independência; já em adultos mais jovens, o sedentarismo prolongado antecipa a redução do condicionamento e da resistência.
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Comprometimento ortopédico: em pacientes ortopédicos, a redução da massa muscular frequentemente compromete a estabilidade articular, o equilíbrio e a recuperação após lesões ou cirurgias.
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Pilares da prevenção: a prevenção envolve uma combinação de exercícios resistidos, ingestão adequada de proteínas e a manutenção de hábitos de vida ativos.
Segundo o médico, na prática clínica, observa-se que pacientes com menor condicionamento muscular tendem a apresentar mais dificuldade para realizar tarefas diárias, menor tolerância ao exercício e maior impacto funcional decorrente de patologias musculoesqueléticas.
“Por esse motivo, o fortalecimento muscular contribui não apenas para a melhora da força, mas se mostra fundamental para a preservação da autonomia e da capacidade funcional ao longo dos anos”, reforça o especialista.

Para reverter ou prevenir o quadro, a avaliação médica e multidisciplinar é importante. O ortopedista ressalta que esse acompanhamento ajuda a identificar causas associadas, orientar estratégias de prevenção e definir programas de exercício adequados para cada perfil de paciente.














