ONG do Itapoã realiza live solidária com orquestra filarmônica neste sábado
A apresentação cultural faz parte de projeto com objetivo de manter as atividades sociais e conseguir mais padrinhos para a entidade
atualizado
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A quarentena social causada pela pandemia do novo coronavírus interrompeu diversas atividades presenciais, inclusive ações em áreas de vulnerabilidade social. A organização sem fins lucrativos Centro de Integração Social da Família e da Criança (Cisfac) precisou se reinventar para continuar com as intervenções solidárias no Itapoã e em Rajadinha, regiões próximas ao Paranoá. A ONG começou a realizar apresentações sócio-culturais em lives na internet.
A próxima será neste sábado (25/7), às 20h, no YouTube, com a Orquestra Som da Esperança, a primeira filarmônica do Itapoã. O grupo é composto pelo corpo docente e alunos adiantados da Escola de Música Maestro Emilio de Cesar do Cisfac. Também será mostrado, na ocasião, quatro músicas gravadas à distância com os professores e alunos.
“Cada mês, vamos ter atividades e lives para continuar com nosso objetivo, que é levar a cultura como refrigério em meio à tanta dificuldade. O público está crescendo e, ao poucos, vamos criando a tradição das lives da ONG”, assegura o coordenador do Centro Cultural da Cisfac, Sérgio Seiffert.
Além de mostrar ao público o trabalho realizado pela entidade, as lives buscam angariar padrinhos para doar mensalmente R$ 50. Segundo Sérgio, a verba auxilia a Cisfac a custear pontos cruciais na manutenção das atividades, como a alimentação dos alunos, transporte dos professores, limpeza do local, entre outros. A Cisfac também aceita doações ou colaborações de pessoas ou empresas.
“Entendemos que é preciso um tripé entre o governo, as organizações sem fins lucrativos e a sociedade civil organizada para que a comunidade carente seja atendida”, diz.
Depois da live de sábado, a próxima será no dia 19 de agosto, também nas redes sociais da Cisfac, às 20h. “Vamos trazer três fotógrafos para conversar sobre o assunto, com foco em mostrar a variedade de expressões artísticas”, conta o coordenador, que será um dos convidados da live, além de Sérgio Lima e Cristiano Carvalho.
Quarentena
A iniciativa das apresentações on-line surgiu após o início da quarentena no Distrito Federal, em março. De acordo com Sérgio, a organização ficou um mês parada, sem realizar as ações, e decidiram romper o distanciamento, com as precauções devidas, ao perceberem as novas necessidades da comunidade durante a pandemia. Entre os feitos, a entidade distribuiu cestas básicas na região e passaram a oferecer aulas remotas aos alunos.
“Foi um desafio muito grande por causa das quedas de energia e da qualidade precária da internet. Enquanto no Plano Piloto as famílias têm internet generosa, com mais de 40 megas, lá a internet funciona com muito menos, com cinco ou seis megas de tráfego de informação”, afirma o coordenador.
Durante este mês, também se apresentaram os grupos Trem Caipira e Batucadeiros. A Cisfac trabalha há mais de 10 anos no Itapoã e em Rajadinha, oferecendo reforço escolar, aula de informática e de música para mais de 200 crianças e jovens da comunidade. O projeto das lives está sendo realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal.






