Oncomenopausa: o desafio das mulheres que enfrentam o câncer de mama

Especialista explica como dieta, exercícios e apoio médico ajudam mulheres a lidar com os efeitos da menopausa induzida pelo tratamento

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Foto colorida de mulher negra segurando os seios - Desigualdade afeta tratamento de câncer de mama em mulheres negras - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de mulher negra segurando os seios - Desigualdade afeta tratamento de câncer de mama em mulheres negras - Metrópoles - Foto: Getty Images

O tratamento do câncer de mama tem garantido mais sobrevida e qualidade de vida às pacientes, mas, para muitas mulheres, a vitória contra o tumor vem acompanhada de uma nova batalha: a oncomenopausa. O termo se refere à menopausa induzida pelo bloqueio hormonal usado em boa parte das terapias contra a doença — uma condição que pode antecipar em anos os sintomas desse período.

“Em muitos casos, é preciso bloquear a função dos ovários por até cinco anos, causando em jovens os sintomas da menopausa”, explica o oncologista Gilberto Amorim, da Oncologia D’Or, especialista em câncer de mama.

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 Apesar do avanço dos tratamentos, a doença ainda é cercada por desinformação e atraso no diagnóstico, fatores que comprometem o sucesso das terapias
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país registra cerca de 73 mil novos casos por ano
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A reconstrução mamária é parte do tratamento do câncer de mama e ajuda na recuperação física e emocional das pacientes
O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre mulheres no Brasil
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De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país registra cerca de 73 mil novos casos por ano
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Reconstrução mamária devolve autoestima e é parte do tratamento
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A reconstrução mamária é parte do tratamento do câncer de mama e ajuda na recuperação física e emocional das pacientes
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A reconstrução mamária é parte do tratamento do câncer de mama e ajuda na recuperação física e emocional das pacientes

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De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tumor mais comum entre as mulheres, sem considerar o câncer de pele não melanoma. Em 2025, deverão ser diagnosticados 73,6 mil casos. Como 70% desses tumores são sensíveis aos hormônios femininos, um dos tratamentos mais usados é a terapia endócrina, que inibe a produção de estrogênio e progesterona para evitar o crescimento do câncer. Segundo a Sociedade Americana do Câncer, 16% das mulheres que recebem o diagnóstico deste tipo de câncer têm menos de 50 anos.

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Sintomas mais intensos e impacto emocional

Os sintomas da oncomenopausa tendem a ser mais fortes do que os da menopausa natural, já que a produção hormonal é interrompida de forma abrupta. Ondas de calor, alterações de humor, insônia, depressão, dores articulares e ganho de peso estão entre as principais queixas.

“Imagine uma mulher na faixa dos 30 anos, que tenta retomar a vida após o diagnóstico, e enfrenta dificuldades para ter relações com o marido por causa da menopausa. É um cenário muito desafiador”, comenta Amorim.

Além dos sintomas físicos, há também o impacto psicológico: lidar com a perda de fertilidade, as mudanças no corpo e os efeitos colaterais do tratamento exige suporte e acompanhamento constantes.

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Definida pela interrupção definitiva da ovulação, a menopausa é a última menstruação, e ocorre entre os 45 e os 55 anos
A menopausa não ocorre de forma abrupta. A transição é gradual e pode durar entre cinco e dez anos, dependendo do organismo de cada mulher
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A menopausa é uma fase natural da vida feminina, mas traz mudanças até dolorosas para o corpo
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Suplementos vitamínicos ajudam a aliviar sintomas na menopausa
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Medicina com foco na qualidade de vida das mulheres

Para o especialista, a boa notícia é que o olhar da medicina mudou. “Hoje, os médicos se preocupam não apenas em curar o câncer, mas também em preservar a qualidade de vida da paciente”, diz Amorim.

Segundo o médico, estudos recentes têm reforçado essa abordagem. “Um trabalho da Universidade do Arizona mostrou que o uso local de estrogênio pode ser seguro e eficaz para aliviar sintomas geniturinários em mulheres com câncer de mama, o que abre novas perspectivas de cuidado.”

Mudanças de hábitos que fazem diferença

Além das opções médicas, o oncologista destaca que pequenas mudanças no dia a dia ajudam a reduzir os sintomas. Evitar álcool, chocolates e queijos amarelos — considerados gatilhos para os fogachos — é uma das orientações.

“A paciente deve observar o que piora os sintomas e manter uma alimentação saudável, com frutas, legumes e grãos”, recomenda.

A prática regular de atividade física, o controle do peso e terapias complementares, como acupuntura e fisioterapia pélvica, também são aliados importantes para aliviar o desconforto e melhorar o bem-estar.

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Uma alimentação saudável, rica em nutrientes e equilibrada, fornece ao corpo os elementos necessários para um funcionamento adequado
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Cuidar do corpo e da mente para seguir em frente

Amorim ressalta que o suporte multidisciplinar é essencial para que a mulher atravesse essa fase com mais tranquilidade. “Nutricionistas, fisioterapeutas, ginecologistas e terapeutas integrativos podem ajudar muito nesse processo”, afirma.

Mais do que enfrentar a doença, ele diz, é sobre recuperar a vida com plenitude. “Com acompanhamento e cuidados adequados, é possível atravessar essa fase difícil e superar o câncer com mais bem-estar e esperança.”

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