Outubro Rosa: prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas

Mastologista reforça a importância dos exames regulares e dos hábitos saudáveis no combate ao câncer de mama

Foto: Divulgação/Hospital Anchieta
Outubro Rosa Hospital da mulher
1 de 1 Outubro Rosa Hospital da mulher - Foto: Foto: Divulgação/Hospital Anchieta

atualizado

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O mês de outubro é marcado por uma das campanhas de saúde mais importantes do mundo: o Outubro Rosa, movimento dedicado à conscientização do câncer de mama. Mais do que um período simbólico, a iniciativa busca chamar a atenção para a necessidade da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo com a saúde das mamas.

De acordo com o coordenador regional da Mastologia do Hospital Anchieta, Alexandre Bravin, a campanha funciona como um alerta essencial para que as mulheres priorizem a realização de exames e o acompanhamento médico. “O Outubro Rosa é importante porque serve de alerta para as pacientes pensarem sobre o assunto e não deixarem de fazer os exames necessários”, afirma o especialista.

O câncer de mama continua sendo o tipo de carcinoma mais comum entre as mulheres, especialmente após os 50 anos, ficando atrás apenas dos cânceres de pele não melanoma. Embora o risco aumente com a idade, fatores como obesidade, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo, ausência de amamentação e histórico familiar também contribuem para o surgimento da doença.

Segundo Bravin, adotar hábitos saudáveis pode fazer toda a diferença na prevenção.

“Para reduzir o risco de câncer de mama, as mulheres devem praticar atividades físicas regularmente, manter uma alimentação equilibrada, evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas, além de amamentar os filhos sempre que possível.”
Alexandre Bravin – Coordenador da Mastologia do Hospital Anchieta Taguatinga e Ceilândia

A mamografia continua sendo o exame mais eficaz para detectar alterações nas mamas na fase inicial, quando as chances de cura são maiores. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda que o exame seja feito anualmente a partir dos 40 anos até os 74 anos. Para mulheres com histórico familiar da doença, o rastreamento deve começar aos 35 anos ou 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado, mas nunca antes dos 30.

O autoexame também tem papel importante, mas como ferramenta de autoconhecimento, e não de rastreamento.

“O autoexame é recomendado para que a mulher conheça suas mamas, mas não substitui os exames de imagem. Quando o nódulo se torna palpável, a lesão já está em estágio mais avançado”, explica o mastologista.

Sinais de alerta

Entre os sinais de alerta que merecem atenção estão a presença de nódulos, retrações ou afundamento da pele, alterações no formato das mamas e vermelhidão ou aspecto de casca de laranja, além de secreção pelos mamilos. Diante de qualquer desses sintomas, é fundamental procurar avaliação médica.

O diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento: “Quando o câncer de mama é identificado nos estágios iniciais, as possibilidades de cura são muito maiores. À medida que a lesão cresce, aumentam os riscos de metástase”, ressalta Bravin.

Nos últimos anos, a medicina avançou significativamente no tratamento do câncer de mama, por meio do uso de imunoterapia e medicamentos personalizados, que tornam as terapias mais eficazes e menos agressivas. Além da parte técnica, o cuidado envolve uma equipe multiprofissional composta por mastologistas, oncologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos, que avaliam não apenas o aspecto físico, mas também o emocional e o espiritual da paciente.

Recepção do Anchieta Oncologia em Taguatinga

 

Recepção do Anchieta Oncologia em Ceilândia

O apoio da família e dos amigos também tem papel fundamental no enfrentamento da doença. “Com apoio emocional e familiar, a paciente se fortalece para lidar com o tratamento. Uma mulher emocionalmente estável tende a evoluir melhor e a responder mais positivamente às terapias”, observa o médico.

Bravin destaca ainda que, embora os tabus tenham diminuído, o medo e a negação ainda impedem algumas mulheres de buscar ajuda.

“Em certos casos, quando a paciente percebe um nódulo na mama, prefere não procurar atendimento por receio do diagnóstico. Isso é um erro, porque o tempo é um fator decisivo no tratamento.”

O especialista reforça que a conscientização é um compromisso coletivo. Ele destaca que a população pode apoiar o Outubro Rosa ao incentivar a divulgação, participar das campanhas e, principalmente, cuidar da própria saúde.

A realização regular de exames e o acompanhamento médico são atitudes simples que podem salvar vidas.

No final, o coordenador deixa uma mensagem direta e esperançosa: “Façam seus exames, cuidem-se e incentivem outras mulheres a fazerem o mesmo. Quando o câncer de mama é descoberto cedo, as chances de cura são muito altas – e o cuidado começa com a prevenção.”

Hospital Anchieta

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