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Vida & Estilo

Museu transforma esculturas em halteres para a prática de musculação

Com entrada gratuita, uma exposição em um museu de Portugal transformou obras de arte em halteres para a prática de musculação; confira!

10/08/2026 19:24
@galeriamunicipaldoporto / Reprodução / Instagram
Exposição de arte

A Galeria Municipal do Porto, em Portugal, abriu ao público uma nova exposição que une arte clássica e exercício físico a partir de réplicas de esculturas emblemáticas transformadas em aparelhos de musculação. A temporada reúne trabalhos do artista lituano Augustas Serapinas no piso térreo e uma instalação sonora da artista argelina Lydia Ourahmane no primeiro andar. 

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Entenda

  • A exposição transforma réplicas de mais de 60 esculturas do Museu Nacional Soares dos Reis em pesos e halteres de musculação.
  • O espaço no piso térreo recebe treinos físicos e sessões de desenho acadêmico ao vivo com a participação do público.
  • O primeiro piso acolhe uma performance sonora guiada por partituras gravadas nas paredes para cantoras com deficiência visual.
  • Após a apresentação inicial, altifalantes luminosos replicam o percurso das cantoras pela galeria às escuras.
  • O evento fica em cartaz até 11 de outubro, com visitação de terça a domingo, das 10h às 18h, na Galeria Municipal do Porto.

Esculturas viram pesos de treino no piso térreo da exposição

No térreo, a obra Cultura do Corpo: Edição Porto, do artista Augustas Serapinas e com curadoria de João Laia, utiliza mais de 60 réplicas de peças do Museu Nacional Soares dos Reis. Peças famosas como O Desterrado passam a funcionar como pesos e halteres em máquinas de musculação.

O espaço funciona como um espaço interativo durante o período de exibição, recebendo treinos físicos e sessões de desenho de modelo ao vivo. A proposta nasceu da vivência do artista na Academia de Arte de Vilnius, onde o ensino prioriza o desenho acadêmico e as técnicas tradicionais.

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A interação direta permite que os visitantes utilizem o local tanto para a prática de exercícios quanto para o aprendizado artístico. Essa fusão de elementos clássicos com equipamentos esportivos transforma a dinâmica tradicional do museu.

A performance em Braille e as irmãs da exposição

No primeiro piso, a artista Lydia Ourahmane apresenta a instalação Para Voz, criada com a irmã e compositora Sarah Ourahmane. Krist Gruijthuijsen foi curadora e a obra foi feita para duas cantoras com deficiência visual, apresentando uma partitura em Braille gravada nas paredes.

Na performance, as intérpretes percorrem a galeria guiando-se pelo tátil das paredes. Após a apresentação, dois altifalantes luminosos se deslocam no escuro reproduzindo o caminho das vozes e mantendo a experiência sonora no ambiente.