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Vida & Estilo

Médica esclarece se o ar-condicionado faz mal à saúde respiratória

Especialista explica quando o uso do ar-condicionado pode agravar alergias e o que fazer para evitar impactos nas vias aéreas

09/02/2026 10:53
Witthaya Prasongsin via Getty Images
foto colorida ar-condicionado

Presente em casas, escritórios e espaços públicos, o ar-condicionado se tornou essencial diante das altas temperaturas. Mas, junto com o conforto térmico, surge uma dúvida frequente: o uso do aparelho pode prejudicar a saúde respiratória? Segundo especialistas, a resposta depende menos do equipamento e mais da forma como ele é utilizado e mantido.

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Entenda

  • O ar-condicionado não é prejudicial por si só.
  • Ar seco e filtros sujos podem agravar alergias respiratórias.
  • Temperaturas muito baixas aumentam o risco de irritação das vias aéreas.
  • Uso adequado e manutenção reduzem os impactos à saúde.

Com as temperaturas cada vez mais elevadas, o ar-condicionado deixou de ser um item de luxo e passou a fazer parte da rotina de milhões de brasileiros. Apesar disso, o equipamento ainda carrega a fama de vilão da saúde respiratória, especialmente entre pessoas com rinite, sinusite ou asma.

Foto colorida de mulher com a mão no peito - Metrópoles
Uso inadequado do ar-condicionado pode agravar quadros de rinite e sinusite, mas manutenção correta e temperatura adequada reduzem riscos

De acordo com a otorrinolaringologista e especialista em alergias respiratórias Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista, essa associação não é totalmente correta. “O ar-condicionado, por si só, não faz mal. O problema está no uso inadequado e na falta de manutenção”, esclarece.

Quando o ar-condicionado pode agravar sintomas

Um dos principais fatores de risco está na redução da umidade do ar. “Ambientes climatizados tendem a ficar mais secos, o que pode irritar as mucosas nasais e piorar quadros de rinite e sinusite”, explica a médica. O ressecamento das vias aéreas pode provocar ardor, congestão nasal e aumento da secreção.

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Outro ponto crítico é a limpeza dos filtros. “Filtros sujos acumulam poeira, ácaros e outros alérgenos, que são dispersos no ambiente e podem desencadear crises alérgicas”, alerta Cristiane. Em locais fechados e com grande circulação de pessoas, o risco é ainda maior, já que o ar contaminado facilita a disseminação de vírus e bactérias.

foto colorida ar-condicionado
A limpeza regular dos filtros — a cada um a três meses, dependendo do uso — é fundamental

As mudanças bruscas de temperatura também merecem atenção. Sair do calor intenso para um ambiente muito frio provoca constrição dos vasos sanguíneos das mucosas, o que pode intensificar inflamações e sintomas respiratórios, afirma a profissional.

Temperatura adequada protege as vias aéreas

A regulagem incorreta do aparelho é um erro comum. Segundo a especialista, a faixa mais segura para a saúde respiratória está entre 22 °C e 24 °C. “Temperaturas muito baixas aumentam o choque térmico e o impacto no organismo”, orienta.

Manter essa variação ajuda a preservar a umidade do ar, reduz o ressecamento das mucosas e diminui a irritação das vias respiratórias.

Sinais de que algo não vai bem

Alguns sintomas podem indicar que o ar-condicionado está contribuindo para o desconforto respiratório. Irritação ou ardor nasal ao ligar o aparelho, espirros frequentes, congestão persistente e olhos irritados estão entre os sinais mais comuns.

“Pessoas com asma ou histórico de alergias podem notar piora da respiração ou sensação de falta de ar”, acrescenta a médica. Dor de cabeça recorrente também pode estar associada ao ressecamento do ambiente.

Diante desses sinais, a orientação é interromper temporariamente o uso, ventilar o local e verificar a limpeza e a manutenção do equipamento.

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Uso consciente reduz riscos

Apesar dos cuidados necessários, não é preciso abrir mão do ar-condicionado. Quando utilizado corretamente, ele pode oferecer conforto térmico sem prejuízo à saúde.

A limpeza dos filtros deve ser feita a cada um a três meses, conforme a frequência de uso. Também é recomendável manter o ambiente ventilado e, se necessário, utilizar umidificadores para manter a umidade do ar entre 40% e 60%.

“O problema não é o ar-condicionado em si, mas a falta de cuidados. Pequenas mudanças na rotina fazem grande diferença para a saúde respiratória”, conclui a especialista.