Marmita de vidro ou plástico? Especialista explica o que considerar
Praticidade, saúde e segurança entram na balança na hora de decidir como armazenar e transportar alimentos no dia a dia
atualizado
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Na rotina corrida, a marmita se tornou uma aliada indispensável para quem busca economizar, manter uma alimentação equilibrada ou simplesmente ter mais controle sobre o que consome. Mas, na hora de escolher o recipiente ideal, surge uma dúvida comum: afinal, é melhor optar por vidro ou plástico?
De acordo com a nutricionista Juliana Andrade, colunista do Metrópoles, a resposta depende de alguns fatores importantes — e não existe uma escolha única que funcione para todo mundo. Cada material tem vantagens e desvantagens que impactam desde a conservação dos alimentos até a praticidade no dia a dia.

O vidro, por exemplo, é frequentemente apontado como a opção mais segura do ponto de vista da saúde. Isso porque não libera substâncias químicas nos alimentos, mesmo quando aquecido no micro-ondas.
Além disso, não absorve odores, sabores ou manchas, o que ajuda a manter a qualidade da comida por mais tempo. Por outro lado, costuma ser mais pesado e frágil, o que pode dificultar o transporte, especialmente para quem leva marmita todos os dias.
Já o plástico se destaca pela leveza e praticidade. É fácil de carregar, dificilmente quebra e costuma ser mais acessível. No entanto, exige atenção redobrada: nem todos os recipientes são adequados para aquecimento, e alguns podem liberar substâncias quando expostos a altas temperaturas, principalmente se estiverem desgastados ou fora das especificações recomendadas.
“O problema está nas substâncias químicas presentes em alguns tipos de plásticos, como o bisfenol A (BPA) e os ftalatos. Quando o material é aquecido, especialmente em micro-ondas, essas moléculas podem migrar para os alimentos”, destaca Juliana.
Juliana também reforça que estudos consistentes apontam que o contato frequente com essas substâncias está associado a distúrbios da tireóide, desequilíbrios hormonais, maior risco de obesidade, infertilidade e até algumas formas de câncer.
“Mesmo potes plásticos que trazem no rótulo a indicação ‘livre de BPA’ não estão totalmente livres de perigo. Isso porque outros compostos usados como substitutos também podem liberar partículas prejudiciais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece limites de segurança, mas o ideal é reduzir a exposição sempre que possível”, acrescenta.
Por isso, a profissional salienta que a alternativa mais segura é recorrer a recipientes de vidro ou cerâmica, que não liberam compostos químicos ao serem aquecidos. Outra dica importante é nunca usar plásticos que não foram fabricados especificamente para suportar altas temperaturas.














