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Vida & Estilo

Mania de coçar os olhos: oftalmologista alerta sobre perigos do hábito

O hábito comum de coçar os olhos pode trazer perigos sérios para a saúde da visão, veja quais são os principais riscos

05/06/2026 11:47
Tara Moore/Getty Images
Mania de coçar os olhos: oftalmologista alerta sobre perigos do hábito

Coçar os olhos, que pode parecer inofensivo, mas está entre um dos principais agravantes do ceratocone, doença ocular que provoca o afinamento e a deformação da córnea. Apesar de não ser causada pelo hábito, a condição pode ser piorada e acelerada com a mania comum de esfregar e coçar os olhos, principalmente em crianças e adolescentes.

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O oftalmologista Marcelo Guedes, da Clínica de Olhos Avançada, alerta para o fator frequentemente ignorado de coçar olhos. “O hábito de coçar os olhos é um dos principais agravantes. Especialmente em pessoas com alergias, isso pode acelerar a progressão da doença de forma significativa.”

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Além de piorar a condição, coçar os olhos ainda pode facilitar a ocorrência de infecções, uma vez que as mãos podem carregar bactérias e vírus para a região. Lesões como arranhões na córnea e o rompimento de vasos sanguíneos também podem acontecer.

Normalmente com causas genéticas, o ceratocone é marcado por sintomas como visão embaçada ou distorcida, aumento frequente do grau dos óculos, sensibilidade à luz e dificuldade para enxergar durante a noite. A condição costuma ser silenciosa e o diagnóstico precoce é essencial para evitar danos mais graves e permanentes aos olhos e à visão.

Olho irritado, seco, com vermelhidão

“O diagnóstico precoce é essencial. Quando identificado nas fases iniciais, é possível controlar o ceratocone com o crosslinking e evitar cirurgias mais complexas, como o transplante de córnea”, orienta o especialista.

O crosslinking é um tratamento que consiste na aplicação de riboflavina (vitamina B2) na córnea, seguida da exposição a luz ultravioleta. Segundo Marcelo, essa combinação cria novas ligações entre as fibras de colágeno, tornando a córnea mais rígida e resistente e é mais indicado para pacientes jovens, especialmente quando há sinais de progressão. “Quanto mais cedo o procedimento é realizado, maiores são as chances de sucesso”, completa.