José Alves: o personal bem-humorado que está conquistando Brasília

De origem humilde, o professor tem agenda disputada por personalidades e influenciadores que não vivem sem os treinos curtos e bem-humorados

atualizado 10/02/2019 12:27

Responsável por esculpir os corpos de Tatá Canhedo, Lucas Bittar, Isabella Leão e Marcos Salomão, o personal trainer José Alves tem se destacado na Bodytech do Lago Sul, academia com mensalidade que ultrapassa a cifra de R$ 500, por cativar os alunos com treinos de curta duração e alta intensidade.

Nascido em uma família humilde de Planaltina de Goiás, o professor de 24 anos aponta o temperamento bem-humorado como chave de seu sucesso profissional.  “Ao criar um clima mais descontraído, o treino constante deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma diversão”, avalia.

Disputadas, as aulas supervisionadas pelo educador duram 35 minutos e são capazes de queimar até 500 calorias. “É claro que a curta duração e o alto gasto calórico atraem, mas, na minha opinião, o que fideliza os alunos é o astral sempre positivo e lá em cima”, diz José.

O profissional orienta – e alegra – alunos de todas as idades. “Por ser um exercício personalizado e supervisionado, não há pré-requisitos ou restrições. Atendo pessoas com idades entre 20 e 90 anos”, declara. Ele indica as aulas com orientação full-time para quem procura resultados precisos e busca, ao máximo, evitar lesões. A prática deve ser feita duas vezes por semana.

“Antes de ser um bom profissional, é preciso ser uma boa pessoa”, declara o educador

 

Corrida
Além de atividades individuais, o educador orienta participantes de running class e hiit running, modalidades de corrida em grupo. A primeira tem ritmo menos acelerado e é indicada a todos que almejam ganhar condicionamento físico. Já a segunda, por exigir um pique maior, é adequada para quem já tem o costume de correr.

“As aulas não são moleza, mas em compensação podem queimar 800 calorias em 50 minutos”, conta. O exercício intenso, que deve ser praticado até três vezes por semana, é aliviado por uma playlist elaborada pelo próprio treinador.

“Eu mesmo escolho as músicas e dou preferência para hits da temporada e as mais animadas. O engraçado é que, quando comecei a trabalhar na academia, pensei que o público do Lago Sul não escutasse funk. Vi que estava totalmente errado. É o ritmo que mais agita a galera”, entrega.

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Mundos diferentes
Filho de uma empregada doméstica e um carroceiro, José foi o primeiro da família a completar o ensino superior. Ele alcançou o feito graças ao título de atleta profissional, que o fez ter direito a uma bolsa de 50% em uma universidade particular. “Faço atletismo desde os 13 anos e devo o meu diploma de educador físico ao esporte”, revela.

Mesmo com as origens humildes, ele nunca desviou o olhar às pessoas que mais necessitam. “Na época da faculdade, tranquei um estágio para me dedicar ao voluntariado”, lembra. “Fiquei sem renda, mas não me arrependo. Parto do princípio de que, antes de ser um bom profissional, é preciso ser uma boa pessoa”, completa.

Hoje, lidando diariamente com pessoas de alto poder aquisitivo, ele diz manter a simplicidade. “Sei que são dois mundos diferentes, mas o segredo para transitar por ambos é agir com naturalidade”, indica.

A personalidade despojada e a maneira leve de seguir a vida rendeu a ele, além de alunos fiéis, amigos na Bodytech. “Me tornei amigo de alguns dos meus alunos. Interagimos nas redes sociais e saímos vez ou outra. O bacana é que um acaba entrando na realidade do outro. Um dia almoçamos na churrascaria Steak Bull. No outro, comemos um cachorro-quente na Vila Planalto”, brinca.

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