Homem recebe rim de irmã mais velha no dia do próprio aniversário
“Ela me deu uma segunda chance na vida”, declarou Troy Rowe após cirurgia de transplante para tratar doença renal terminal
atualizado
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O norte-americano Troy Rowe recebeu um presente de aniversário inestimável de sua irmã mais velha este ano: a doação de um órgão que salvou sua vida. No dia 2 de fevereiro, data em que completou 49 anos, Troy e sua irmã, Kim Rowe, de 52 anos, deram entrada no hospital NYU Langone Health, em Nova York, para a realização de um transplante de rim.
O superintendente da Autoridade Metropolitana de Transportes (MTA) necessitava do procedimento após ter sido diagnosticado com doença renal em estágio terminal decorrente de um quadro de hipertensão.
O ato de generosidade foi celebrado por Troy em entrevista à revista People: “Não há palavras suficientes para descrever o quão grato estou. Ela me deu uma segunda chance na vida — como poderei retribuir isso?”.
Entenda
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O diagnóstico: a jornada de saúde de Troy começou em 2024, quando exames de rotina apontaram a queda da função renal, quadro que piorou drasticamente em março de 2025, levando-o a fazer diálise e a buscar um doador.
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A alta compatibilidade: devido ao tipo sanguíneo B positivo, a busca por um doador era desafiadora, mas Kim se destacou com uma “compatibilidade biológica acima da média”, o que eleva a probabilidade de sucesso do transplante.
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Preparação e exames: após a confirmação inicial da compatibilidade em agosto de 2025, Kim realizou uma avaliação de saúde completa, incluindo exames físicos, colonoscopia e mamografia, para garantir a segurança do procedimento.
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Data significativa: assim que a liberação médica foi emitida, a cirurgia foi agendada para o aniversário de Troy. “Consideramos isso um bom sinal e uma bênção”, afirmou Kim sobre a escolha do dia 2 de fevereiro.

“Pedir a alguém que doe um órgão não é fácil”, relatou Troy à revista People, lembrando o sentimento de se ver “transbordando de alegria, mas também de esperança” ao saber que a irmã estava disposta a ajudar. Kim também declarou que ficou muito emocionada e que não teve dúvidas sobre a decisão:
“Assim que descobri que era compatível, não hesitei nem um pouco. Eu topei tudo. Tudo aconteceu como deveria. Sou muito grata e me sinto abençoada por ter podido fazer isso por ele.”

O procedimento médico envolveu equipes cirúrgicas distintas. O atendimento de Kim foi liderado pelo Dr. Bruce E. Gelb, professor associado e cirurgião do Instituto de Transplantes NYU Langone, enquanto a cirurgia de transplante de Troy ficou sob a responsabilidade do Dr. Ryan P. Robalino, professor assistente clínico do Departamento de Cirurgia.
Três meses após o procedimento, ambos apresentam excelente recuperação.
“Sinto-me como eu era antes do diagnóstico de doença renal crônica”, celebrou Troy. Kim endossou o sentimento de bem-estar: “Não me canso de dizer: não mudaria isso por nada no mundo. Sou grata por ter sido a pessoa ideal para ele, e uma ótima combinação!”

O transplante fortaleceu ainda mais a relação dos irmãos, que mantêm contato diário. Kim recordou que sempre exerceu uma postura protetora desde a infância.
“Sempre cuidei do meu irmãozinho, sempre fui protetora com ele e, agora, estamos ainda mais próximos. Ver a vida no rosto dele significa tudo”, enfatizou.
Troy complementou demonstrando gratidão pelo suporte contínuo: “Sou grato por estar vivo e saudável, e por minha irmã mais velha ter me apoiado durante todo esse tempo.” Diante da declaração do irmão, Kim concluiu: “Sei que se os papéis fossem invertidos, meu irmão teria feito o mesmo por mim.”
