Ex-Miss que perdeu título por racismo diz não se arrepender de posts
Brittany Boltinhouse perdeu o título de Miss Carolina do Norte 2026 por causa de posts racistas. Modelo declarou não se arrepender do ato

Após perder o título de Miss Carolina do Norte EUA 2026 por se envolver em uma polêmica de racismo, Brittany Boltinhouse declarou que não se arrepende das próprias ações. A jovem, que tem 27 anos, venceu o concurso em julho deste ano e estava escalada para concorrer ao título nacional ainda neste mês. O escândalo começou depois que publicações antigas em que ela usava um termo racista (N-word) foram divulgadas.

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Ver todasEm entrevista a um portal britânico, a jovem disse não “negar ou fugir” das postagens racistas, além de ressaltar que não acredita que deve se desculpar pela atitude. “Não. De jeito nenhum”, respondeu ao ser questionada.

Sem arrependimento
Apesar de os organizadores justificarem a revogação por “informações que vieram à tona recentemente”, a agora ex-Miss comentou que acha que a coroa foi retirada, na verdade, pela sua posição política e religiosa, e não pelo uso do termo racista.
“Conservadora orgulhosa e temente a Deus”, descreveu-se a mulher.
Sem mais detalhes, ela apenas declarou que vai contestar judicialmente a decisão. “Vou abordar esses tuítes no meu processo, não vou negá-los nem fugir deles. Mas eles não me tiraram a coroa por causa dessas postagens. Meus direitos foram violados e vou me defender. Criaram uma narrativa sobre mim e estou aqui para redefini-la agora”, enfatizou.
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“Ela já foi chamada de racista, homofóbica e transfóbica. Essas são calúnias e insultos falsos”, disse Patrick Mincey, advogado da ex-Miss, que revelou ter gravações de áudio comprovando que a destituição ocorreu por suas opiniões políticas.

“As gravações vão mostrar exatamente por que ela foi destituída da coroa. Não tem nada a ver com postagens de uma década atrás, das quais não estamos fugindo e pelas quais Brittany não está se desculpando. Vamos demonstrar que ela foi rotulada como preconceituosa unicamente para justificar sua demissão, que na verdade ocorreu devido às suas crenças conservadoras”, reiterou Mincey.
Ao mesmo portal internacional, a produtora do concurso, Blaze Productions, destacou que a medida foi tomada para preservar a integridade do título e seus padrões de liderança, sem dar detalhes sobre o suposto comportamento da modelo.
“Esta decisão não se tratava de determinar se Boltinhouse tinha o direito de professar determinadas crenças políticas ou religiosas. Ela tinha, e continua a ter, o direito a essas crenças”, afirmou a empresa, que ainda acrescentou que Boltinhouse foi a todo momento comunicada dos fatos.
Veja post do CEO do Miss USA, Thom Brodeur:
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Briga vai para a Justiça
Ao final, a jovem declarou que não pretende conseguir a coroa de volta e que o objetivo de levar o assunto à Justiça é apenas preservar seus princípios. De acordo com ela, hoje, seu principal sentimento é de tranquilidade, principalmente por “saber que isso não aconteceu com alguém que não seja tão forte mentalmente”.
“Espero servir de exemplo e farei o que for preciso para garantir que isso não aconteça novamente. Estou muito em paz. Fico feliz que tenha sido eu. Estou bem com isso. Acho que os oito meses da minha vida que passei me preparando para aquele concurso foram para algo maior. A verdade virá à tona”, encerrou.



