Mulher é detida por racismo contra africanas em ônibus: "Negrinhas"
Duas passageiras do Mali, país da África Ocidental, foram chamadas de “negrinhas” durante viagem entre o Lago Sul e Plano Piloto

Uma mulher em situação de rua foi conduzida à delegacia e autuada por racismo após, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), ofender duas passageiras naturais do Mali, país localizado na África Ocidental. Os ataques teriam ocorrido dentro de um ônibus, que fazia a rota Lago Sul-Plano Piloto. O caso ocorreu por volta das 12h40 desta quarta-feira (12/8).

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Ver todasSegundo a PMDF, policiais da Base Móvel do 6º Batalhão foram acionados por um fiscal de piso da Rodoviária do Plano Piloto, que teria presenciado um tumulto no interior do coletivo.
A suspeita teria utilizado diversas vezes a expressão “negrinhas” ao se referir às passageiras, em um contexto considerado racial e discriminatório.
Os policiais intervieram para controlar o tumulto e preservar a integridade física das pessoas envolvidas. Durante a abordagem e a condução, segundo a PMDF, a mulher apresentou resistência.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFApós a ocorrência, a suspeita foi conduzida à 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), juntamente com as demais partes envolvidas. Segundo a PMDF, ela foi autuada pelo crime de racismo.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o governo já colocou em prática o protocolo para internação involuntária de pessoas em situação de rua em casos previstos na legislação.
Casos envolvendo pessoas em situação de rua
O caso ocorre em meio à discussão do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre medidas relacionadas à população em situação de rua, após uma sequência de episódios de violência registrados nos últimos dias.
Nesta quarta-feira (12/8), a governadora Celina Leão (PP) afirmou que as medidas adotadas pelo governo passaram a contar com respaldo legal e um fluxograma que prevê atuação integrada das forças de segurança, da saúde e da assistência social.
Celina também voltou a defender a transferência do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) da Asa Sul. Segundo a governadora, o GDF não pretende recuar da medida. “Vamos enfrentar o problema de frente”, afirmou.
O governo afirma que a atuação deve envolver diferentes áreas para lidar com situações que afetem pessoas em situação de rua, incluindo ações de segurança, saúde e assistência social.



