Ex-ministro acusa Harry de explorar a imagem da realeza para enriquecer

Norman Baker afirma que acordo milionário com a Netflix, por exemplo, só foi possível graças à conexão de Harry com o Palácio de Buckingham

atualizado 29/09/2020 11:36

Príncipe Harry com a camisa do Brasil em viagem ao país em 2014Chris Jackson/Getty Images

Embora queira distância da família real e dos compromissos com os “súditos”, príncipe Harry tem explorado sua conexão com o Palácio de Buckingham para enriquecer. Ao menos é o que diz Norman Baker, ex-ministro do Reino Unido e autor de um livro sobre os bastidores da realeza britânica.

Em entrevista ao Good Morning Britain, Baker defendeu, por exemplo, que o acordo milionário de Harry e Meghan com a Netflix só foi possível graças aos contatos do duque de Sussex com a família real.

“Vamos ser francos sobre isso, a Netflix não estaria oferecendo um grande negócio para Harry apenas por suas opiniões interessantes. Eles ofereceram o acordo por causa de suas conexões com a família real, que ele está explorando”, alegou.

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Baker disse, inclusive, que Harry deveria perder o título de nobre, já que não representa mais a Grã-Bretanha desde que anunciou seu afastamento da realeza, no início deste ano. “Se ele quer fugir e fazer documentários da Netflix, tudo bem, faça-o como um indivíduo normal”.

Prejuízo aos cofres públicos

Baker ainda frisou que, se continuar com o título de duque de Sussex, Harry seguirá trazendo prejuízos aos cofres públicos.

“Por exemplo, estamos pagando até um milhão de libras com pessoal de segurança para vigiar a casa de Frogmore [onde Harry e Meghan moravam antes de se mudarem para a América do Norte], e pagaremos por sua viagens quando ele voltar para o Reino Unido”, destacou.

Cassar ou não o título?

Na visão de Baker, as últimas ações de Harry poderiam, sim, levar Elizabeth II a revogar o título de duque de Sussex, que concedeu na época em que ele se casou com Meghan Markle. “Ela pode tirar o título, porque já foi tirado da mãe de Harry após o divórcio dela, então há precedentes para isso”

A biógrafa da realeza Ingrid Seward, que também participou da transmissão do Good Morning Britain, no entanto, disse que seria “muito grosseiro” revogar o título do casal.

Além disso, para a biógrafa, a crise com o título de Harry poderia estremecer a relação do Reino Unido com os Estados Unidos, o que seria prejudicial para ambos os lados.

“A rainha é muito religiosa e misericordiosa, ela não quer perturbar a América. A família real tentou muito ter a América como aliada, seria a coisa errada a se fazer”, avaliou.

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