Estudantes conhecem a história da cidade na mostra Utopias em construção
Estudantes do DF visitaram a mostra Utopias em construção no Museu Nacional, unindo a teoria da sala de aula com a história da capital

Estudantes do Centro de Ensino Médio Júlio Kubitschek, na Candangolândia, e do colégio La Salle de Águas Claras visitaram a exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo, em cartaz no Museu Nacional da República, nessa quinta-feira (27/8). O passeio pedagógico apresentou maquetes, fotos e documentos históricos para aproximar os jovens da trajetória da capital e expandir o repertório cultural fora da sala de aula.

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- A mostra, realizada pelo Metrópoles Arte em parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal, reúne projetos, fotos, obras de arte e experiências imersivas.
- O acervo ganha novas interpretações ao colocar documentos históricos em diálogo com obras contemporâneas.
- A iniciativa busca transformar visitantes em participantes da memória e da preservação do patrimônio da capital.
- A exposição pode ser visitada gratuitamente de terça-feira a domingo, das 9h às 18h30.
No caso da visita da manhã, do Centro de Ensino Médio Júlio Kubitschek, a iniciativa partiu dos professores da rede pública para conectar o conteúdo literário e histórico à prática. A vivência permite que os jovens vejam de perto a história da cidade e compreendam o planejamento urbano de Brasília.

A importância dos estudantes ocuparem esse espaço
Ir a um museu representa romper barreiras e garantir o acesso à cultura para quem, muitas vezes, não tem oportunidades em espaços formais. Os professores destacam que a atividade ajuda a complementar os debates teóricos e melhora o desempenho nas avaliações.
A professora Débora Costa explica que o objetivo da visita é unir o conteúdo ensinado em sala de aula com a prática. Ela pontua a importância de “aliar a teoria e fazer com que eles vivenciem o que realmente aconteceu”.
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Para os estudantes, o passeio funciona como um incentivo essencial. “Eu acho esse incentivo necessário, porque quem não tem uma renda alta precisa disso. É um verdadeiro alimento para a alma”, relata a aluna Lara Teles, de 16 anos.
A atitude dos professores ao planejar a visita ao museu
O professor de português Gabriel Fernandez relata que a inspiração surgiu da necessidade de conectar o modernismo estudado em sala com a história local. “A gente vê muito São Paulo, ou Nordeste, mas não tem nada de Brasília”, aponta o docente ao justificar a escolha.
A curadoria da mostra chamou a atenção por apresentar diferentes vozes na construção da cidade. O professor ressalta que os estudantes conseguem enxergar o envolvimento popular e a pluralidade que moldaram a capital federal.

Essa abordagem plural faz com que os jovens compreendam o passado além das figuras políticas tradicionais.
A exposição, segundo o professor Gabriel Fernandez, traz recortes que costumam ser esquecidos nos livros didáticos. “Mostra as diferentes vozes das mulheres que ajudaram a construir, os homens que tiveram outros relacionamentos com outros homens aqui na construção…”, pontua o docente sobre a diversidade retratada no Museu Nacional.

Os impactos da mostra na visão dos estudantes
A experiência prática dentro do museu gerou reflexões profundas sobre pertencimento e identidade. Para muitos dos estudantes, o contato direto com os azulejos de Athos Bulcão e os registros históricos transformou a percepção sobre o lugar onde vivem.
O aluno Eduardo Souza, de 17 anos, avalia que o acesso à cultura amplia o vocabulário e a interpretação crítica do mundo. “Eu acho que qualquer coisa que possa trazer uma carga cultural a mais para o indivíduo já ajuda muito”, afirma o jovem.
No fim da visita, a percepção geral entre os estudantes é de valorização da própria história e do patrimônio público. A aluna Maria Isabel Prates resume o sentimento ao afirmar que a experiência “vale muito a pena” para conhecer a fundo a origem da capital.
Visita ao museu aproxima estudantes da história de Brasília e contribui para preparação para o Enem
A visita ao museu tem proporcionado aos estudantes uma experiência diferente de aprendizado, especialmente para aqueles que estão se preparando para o Enem. José Heraldo Fernandes Mota, professor de geografia do La Salle, em Águas Claras, acompanhou uma turma da 3ª série do Ensino Médio durante a atividade, realizada com 39 alunos e três professores.
Segundo o professor, o contato direto com fotografias e obras de arte permite que os estudantes compreendam os conteúdos de uma maneira mais prática. A visita faz parte de um projeto de preparação para o Enem, com foco na interpretação de imagens.
“A ideia é eles observarem, a partir da fotografia, como o Enem interpreta esses conteúdos. Então, a ideia de vir ao museu é entender fotografia e eles observarem que os conteúdos estão nas fotografias”, explica.
Estudante destaca importância de visita ao museu para conectar teoria e prática
Pedro Martins Linhares, 17 anos, é aluno do 3º ano do ensino médio do colégio La Salle, em Águas Claras. Durante a visita ao museu, o estudante destacou a importância das saídas de campo para aproximar o conteúdo aprendido em sala de aula da realidade.
Segundo Pedro, a excursão faz parte do itinerário de Ciências Humanas, área pela qual demonstra interesse. “Eu gosto bastante desse tipo de excursão e de saída de campo, porque a gente pode ver na prática o que engloba a nossa matéria, o que engloba a nossa área de interesse, que são as ciências humanas”, defende.

Para ele, a experiência também permite estabelecer uma conexão entre o conhecimento teórico e aquilo que é observado durante a visita.
Serviço
Exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo
Museu Nacional da República (SCTS Lote 2 – Plano Piloto, Brasília – DF, ao lado da Rodoviária)
Entrada gratuita
Visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30


















