Dia Mundial da Menopausa: veja mitos e verdades sobre a saúde da pele
Ressecamento, colágeno, acne: o que muda de verdade na pele na menopausa e como cuidar dessa fase com mais informação e autoestima
atualizado
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A menopausa é um marco na vida de muitas mulheres e não apenas por encerrar o ciclo reprodutivo. Silenciosamente, ela também transforma a pele, que começa a mostrar sinais muitas vezes inesperados: ressecamento, flacidez, perda de viço e até acne tardia.
No Dia Mundial da Menopausa, a data serve de alerta não só para o cuidado com o corpo, mas para o reconhecimento dos efeitos reais — e muitas vezes subestimados — que essa fase traz à saúde da pele.
“Há muita desinformação sobre o que realmente muda na pele durante a menopausa, o que leva muita gente a adotar rotinas ineficientes”, explica a dermatologista Marina Horne, especialista em dermatologia clínica e estética.
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Ao Metrópoles, a médica esclarece o que é mito, o que é verdade e como lidar com essas mudanças com mais consciência e menos culpa. Confira:
A pele realmente afina e perde firmeza?
Verdade. Segundo a médica, a principal mudança nessa fase é a queda dos níveis de estrogênio, hormônio diretamente ligado à produção de colágeno e elastina — as proteínas que dão estrutura e elasticidade à pele.
“Com a diminuição dessas substâncias, é comum que a pele fique mais fina, menos densa e com mais tendência à flacidez”, explica Marina. “É uma das queixas mais recorrentes no consultório.”
Para lidar com isso, a dermatologista indica o uso de bioestimuladores de colágeno, procedimentos injetáveis que estimulam a pele a produzir novas fibras de forma gradual e natural. “Eles não apenas devolvem firmeza, como ajudam a regenerar a pele de dentro para fora”, afirma.
A pele fica mais ressecada e sem viço?
Verdade. A dermatologista explica que, além de perder elasticidade, a pele também sofre com a desidratação. A alteração hormonal afeta a função da barreira cutânea, fazendo com que a pele retenha menos água.
“O resultado é uma pele mais seca, áspera e com maior tendência à descamação”, explica Marina. Para esses casos, o ácido hialurônico injetável é um dos principais aliados.
Segundo a especialista, o tratamento atua como uma espécie de “reservatório” de hidratação dentro da pele: “Ele melhora a maciez e o aspecto da pele, mas, mais que isso, restaura sua capacidade de reter água. O resultado é duradouro — e traz de volta aquele viço tão desejado.”
Cremes param de funcionar com a idade?
Mito. Um dos erros mais comuns, segundo Marina, é achar que a pele madura “não responde mais” aos tratamentos tópicos. A resposta está longe disso.
“O que muda é o ritmo da pele. Com a idade, ela se renova mais lentamente. Mas isso não significa que os cremes deixam de funcionar”, reforça. A recomendação é usar produtos com tecnologia avançada, capazes de penetrar nas camadas mais profundas e estimular os mecanismos naturais de reparo.
“Nessa fase, o skincare precisa ser mais consistente e focado. Existem séruns no mercado com ativos específicos para pele madura, que realmente fazem a diferença quando usados com regularidade e orientação.”
A menopausa acaba com a acne?
Mito. Apesar da crença de que a acne é um problema da adolescência, a menopausa pode sim trazer de volta as espinhas — ou até piorá-las.
“As alterações hormonais podem desequilibrar a oleosidade da pele, o que leva ao surgimento de acne em algumas pacientes”, alerta a dermatologista. E para quem já lidou com acne no passado, as cicatrizes também voltam a incomodar.
Nesses casos, Marina destaca os skinboosters como uma boa opção: “Além de hidratar profundamente, eles ajudam a suavizar cicatrizes atróficas — aquelas depressões que ficam na pele. O resultado é uma textura mais uniforme e saudável.”
Cuidar da pele na menopausa é sobre autocuidado
Mais do que uma preocupação estética, os cuidados com a pele na menopausa são uma forma de reconexão com o corpo — que está passando por uma grande transformação.
“Essa fase exige novas rotinas e mais atenção, mas isso não significa abrir mão da beleza”, afirma Marina. “Trata-se de se cuidar com mais consciência, informação e carinho com a própria história.”




















