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Vida & Estilo

Dia dos Solteiros: está mais difícil encontrar alguém em 2026?.

A editoria de Vida&Estilo ouviu a redação do Metrópoles para entender como anda a vida amorosa dos solteiros em 2026

15/08/2026 02:00
Getty Images
Dia dos Solteiros: está mais difícil encontrar alguém em 2026?

Uma pergunta para quem está solteiro: a pista está “salgada” ou “favorável”? O questionamento surge diante de relatos de que conhecer alguém e construir uma relação parece estar cada vez mais difícil em 2026.

Para entender melhor o assunto, a editoria de Vida&Estilo ouviu a redação do Metrópoles sobre os desafios, as vantagens e como anda a vida amorosa dos solteiros em 2026.

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Favorável para uns, tenebroso para outros

Para Saullo Brenner, editor-assistente, a pista não está tão “salgada” quanto muitos dizem. Na avaliação dele, as pessoas têm criado expectativas e padrões muito altos na hora de se relacionar.

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“Para mim, está bem favorável. Está muito tranquilo, nunca tive problema. Meus amigos também não. Então, para mim, a pista está indo, está ok”, afirma.

Segundo a repórter Camila Santos, a maior dificuldade está no fato de que “ninguém quer nada com ninguém”. Muitas pessoas têm medo de entrar em um relacionamento e acabam ficando retraídas.

O social media Vitor Praude avalia que encontrar alguém para construir uma relação está entre 9 e 10 em uma escala de dificuldade de 0 a 10. Para relações casuais, porém, ele considera o cenário bem diferente.

“Nunca namorei na minha vida, então diria que, amorosamente, a dificuldade está entre nove e 10. Mas sei que tenho a vida pela frente. Agora, se for só para curtição, está fácil”, conta.

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Estar solteiro(a) tem seus privilégios

Questionado sobre a melhor parte de estar solteiro atualmente, o repórter Álvaro Luiz responde: “É poder ter mais diversidade. Você acaba explorando as opções que tem, apesar de serem poucas, mas tem mais possibilidades”, afirma.

Para Andressa Sarkis, estar solteira tem ajudado a focar mais nas coisas que gosta de fazer, além de cuidar da saúde mental.

Outro ponto importante é criar muitas amizades. “Não que você não possa fazer isso namorando também ou estando casada, mas você se permite viver muitas coisas diferentes ao mesmo tempo, então é muito legal”, relata a repórter.

Red flags e green flags 

Entre red flags e green flags, alguns comportamentos podem pesar na hora de decidir se vale a pena investir em uma relação. Para Beatriz Bonfim, não existe uma fórmula pronta, já que cada pessoa tem sua própria personalidade e individualidade.

“O que me brilha os olhos é alguém autêntico, que seja um bom parceiro, esteja com a gente nas horas difíceis e entenda também o jeito que a gente quer ser amado e valorizado”, conta a jornalista.

De acordo com o repórter Pedro Cardoso, algumas das principais red flags são falta de organização e incompatibilidades no estilo de vida.

“Não gosto de homem que deixa a casa bagunçada, que não gosta de sair e que não sabe dirigir também. Mas isso é relevável”, brinca.

Está realmente mais difícil conhecer alguém em 2026?

Na visão da psicóloga e sexóloga Alessandra Araújo, do ponto de vista clínico e respaldado pela literatura contemporânea em psicologia e sociologia dos afetos, está visivelmente mais complexo e desgastante estabelecer conexões profundas.

“O que a psicologia social contemporânea observa e que dialoga com o conceito de ‘modernidade líquida’ de Zygmunt Bauman é que as relações se tornaram altamente efêmeras. A facilidade de acesso a novos perfis e a promessa infinita de opções criaram um paradoxo da escolha: quanto mais alternativas parecemos ter, menor é a nossa tolerância à frustração e menor é o investimento emocional que estamos dispostos a fazer no outro.”

Expectativas infladas e esgotamento afetivo

De acordo com a profissional, vários fatores psicológicos e comportamentais explicam essa sensação generalizada de exaustão nos relacionamentos:

  • “Gamificação” dos relacionamentos: aplicativos de relacionamento podem transformar a busca por alguém em uma espécie de catálogo, com escolhas rápidas baseadas principalmente em critérios estéticos e imediatos.
  • Excesso de independência e medo de se vulnerabilizar: experiências negativas anteriores podem fazer com que algumas pessoas evitem se envolver emocionalmente por medo de rejeição ou de sofrer novamente.
  • Expectativas diferentes: enquanto algumas pessoas buscam relações duradouras e intimidade, outras preferem conexões casuais ou imediatas, o que pode gerar frustrações.
  • Cansaço de conhecer novas pessoas: interpretar mensagens, lidar com “sinais mistos” e administrar expectativas pode provocar o chamado dating burnout, tornando a busca por um relacionamento emocionalmente desgastante.