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Vida & Estilo

Dia de Combate ao Fumo: saiba benefícios de parar de fumar após os 60 anos

Abandonar o hábito de fumar, mesmo após os 60 anos, melhora o fôlego, protege os músculos e reduz idas ao hospital, alerta médico

29/08/2026 02:00, atualizado 29/08/2026 09:50
Pexels/Foto de Irina Iriser
mão segurando um cigarro aceso

Abandonar o cigarro em qualquer fase da vida traz benefícios imediatos à saúde. A decisão evita infartos e garante autonomia na rotina. Muitas pessoas acreditam que a velhice anula as vantagens de parar de fumar, mas o geriatra Lucas Gomes explica que, mesmo após os 60 anos, abandonar esse hábito diminui as chances de ter acidentes vasculares cerebrais (AVC) e diversos tipos de câncer.

Na idade avançada, o objetivo principal é proteger o corpo e garantir que a pessoa consiga fazer suas tarefas sozinha e com independência pelo maior tempo possível.

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Entenda

  • Largar o cigarro faz bem para jovens, adultos e até idosos, melhorando rapidamente o fôlego e reduzindo o envelhecimento precoce e infecções respiratórias.
  •  É mito que parar de fumar depois dos 60 anos não faz diferença; a atitude reduz os riscos de AVC, infarto e câncer.
  • Para os idosos, viver sem o vício significa preservar a força dos músculos para continuar fazendo as tarefas diárias sem depender de ninguém.
  • Recair no meio do tratamento é normal, especialmente para quem fuma há muitas décadas, e faz parte do processo de cura.
  • O sucesso contra o vício envolve o acompanhamento médico para tratar a ansiedade, o apoio da família e, quando necessário, o uso de medicamentos.
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O tabagismo é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, sendo responsável por cerca de 25% de todas as mortes por doenças cardíacas

O impacto positivo de largar o cigarro em qualquer idade

Tomar a decisão de parar de fumar traz melhorias para o organismo de jovens e adultos, reduzindo a tosse e doenças respiratórias. O médico faz questão de quebrar o tabu sobre o assunto ao ressaltar que “nunca é tarde para parar de fumar”.

Essa mudança de hábito dá um fôlego novo para a realização de atividades físicas no cotidiano de qualquer pessoa. O especialista destaca que a atitude serve para trazer mais qualidade a rotina, lembrando que “quanto mais cedo a pessoa abandona o cigarro, maiores são os benefícios”.

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Segundo especialistas, a fumaça do cigarro passa por todos os órgãos, colocando em risco todo o corpo

Os benefícios reais de cortar o cigarro na terceira idade

Além de causar tumores de pulmão, o vício tem um impacto direto no envelhecimento precoce do corpo humano. O hábito contínuo ao longo das décadas favorece a perda acelerada de massa muscular e aumenta a fragilidade física.

Cortar o cigarro na terceira idade reverte parte desses danos e devolve a força necessária para o idoso viver bem em casa. O médico reforça o foco dos consultórios nessa fase da vida ao afirmar que “nosso objetivo não é apenas aumentar a expectativa de vida, mas preservar autonomia e qualidade de vida”.

Para que os resultados sejam completos, a decisão precisa vir acompanhada de outras ações de cuidado diário. Uma boa alimentação, a prática de exercícios, o controle da pressão e a vacinação em dia formam um escudo protetor para a saúde.

Foto colorida de homem sentado e mexendo em cigarro
Recaídas durante o tratamento contra o cigarro são normais; o acolhimento médico e o apoio da família são essenciais para vencer o vício

Como tratar o vício no cigarro e encarar as recaídas

Parar de fumar não se resume apenas a apagar a chama. É necessário entender o momento de vida daquela pessoa e identificar problemas que dificultam o processo, como quadros de ansiedade e depressão.

Recaídas no meio do caminho são comuns e não devem ser vistas como uma derrota definitiva. Muitas pessoas lidam com o cigarro há décadas, o que exige um acolhimento sem julgamentos e a criação de estratégias que podem incluir até remédios de apoio.

A educação forma a base desse tratamento focado no sucesso a longo prazo. Lucas tranquiliza aqueles indivíduos que escorregam durante a tentativa ao explicar que essas falhas “não representam fracasso, fazem parte do processo”.