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Contato com morcego: biólogo revela como agir e quando buscar ajuda

Biólogo explica em quais situações há risco o contato com morcego, quando procurar atendimento médico e como evitar exposição desnecessária

atualizado

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foto colorida morcego
1 de 1 foto colorida morcego - Foto: Canva

Encontrar um morcego dentro de casa ou ter algum tipo de contato com o animal costuma gerar medo imediato, especialmente pela associação com a raiva. No entanto, especialistas alertam que nem toda situação representa risco. Segundo o biólogo Fabiano Sores, manter a calma e saber diferenciar os tipos de contato é fundamental para evitar exposições desnecessárias e agir corretamente quando há, de fato, perigo.

Entenda

  • Nem todo contato com morcego exige atendimento médico.
  • Mordidas ou arranhões são as principais situações de risco.
  • Morcegos com comportamento estranho devem ser notificados à vigilância sanitária.
  • A retirada inadequada do animal pode aumentar a chance de contaminação.

Apesar de os morcegos serem reservatórios do vírus da raiva — uma doença grave e potencialmente fatal —, Fabiano Sores explica que o simples fato de um animal entrar voando em uma residência não é motivo para pânico.

“Se não houve mordida, arranhão ou ferimento, não há necessidade de procurar uma unidade de saúde”, afirma.

A recomendação é buscar atendimento médico apenas quando há contato direto sem proteção, especialmente nos casos em que a pessoa manipula o animal e acaba sendo mordida ou arranhada. Nessas situações, a unidade básica de saúde avalia a necessidade de exames e da profilaxia contra a raiva.

O morcego-vampiro-comum (Desmodus rotundus) é um pequeno morcego com nariz em forma de folha, nativo das Américas. Metrópoles
A entrada de morcegos em residências costuma ser acidental e não significa, necessariamente, infestação

Outro ponto importante é evitar reações impulsivas. Tentar espantar o morcego com vassouras ou objetos pode estressar o animal e aumentar o risco de agressão.

“O ideal é manter a calma e não provocar o bicho. Quanto mais estressado ele fica, maior a chance de uma exposição”, explica o biólogo.

Fabiano Sores também orienta que, caso seja necessário lidar com o animal, o contato deve ser controlado. O uso de luvas ou panos reduz o risco e, quando feito dessa forma, não há motivo para preocupação. Ainda assim, o ideal é acionar órgãos responsáveis sempre que possível.

Atenção redobrada deve ser dada quando o morcego apresenta sinais incomuns, como atividade durante o dia, voo desorientado ou dificuldade evidente de locomoção. Esses comportamentos podem indicar doenças, inclusive a raiva. Nesses casos, a recomendação é acionar a vigilância sanitária para que o animal seja recolhido e testado, ajudando a monitorar a circulação do vírus na região.

dois morcegos dormem pendurados em uma árvore - Metrópoles
Ataques de morcego são os maiores responsáveis por transmitir raiva humana no Brasil

Por fim, o biólogo alerta que o uso de venenos é inadequado e perigoso. Além de não resolver o problema, pode fazer com que os morcegos saiam do abrigo em horários impróprios, aumentando o risco de contato com pessoas. O método correto de manejo envolve vedar os acessos ao telhado e utilizar dispositivos de saída única, permitindo que os animais saiam sem conseguir retornar.

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