Biólogo orienta como agir quando um morcego entra em casa
Especialista explica por que os morcegos aparecem em casa, como facilitar a saída e quando acionar profissionais para retirá-los do local
atualizado
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Encontrar um morcego dentro de casa pode assustar, mas a situação, na maioria das vezes, é simples de resolver. Segundo o biólogo Fabiano Soares, a entrada desses animais em residências costuma ser acidental e não significa, necessariamente, infestação. Com atitudes corretas, é possível garantir a segurança das pessoas e do próprio animal.
Entenda
- Entrada ocasional: morcegos entram em casas, na maioria das vezes, por desorientação ou atraídos pelo cheiro de frutas, e não por infestação.
- Saída segura: apagar as luzes e abrir portas e janelas ajuda o animal a se orientar e deixar o ambiente sozinho.
- Quando ele não sai: se o morcego se esconder, pode ser retirado com cuidado usando uma toalha e solto em uma árvore.
- Casos de risco: animais com aparência debilitada não devem ser manipulados; o correto é acionar a saúde ou a zoonoses.
Por que o morcego entra na casa
De acordo com Fabiano Soares, há dois motivos principais para a presença do animal em ambientes domésticos. Um deles é a desorientação, mais comum em espécies que se alimentam de insetos. O outro está ligado à alimentação: morcegos frugívoros podem ser atraídos pelo cheiro de frutas deixadas em fruteiras. Em ambos os casos, a entrada costuma ser ocasional.

O que fazer
A principal orientação é manter a calma. O ideal é desligar as luzes do ambiente e abrir portas e janelas, criando uma corrente de ar. No escuro, o morcego tende a se acalmar, se sentir mais seguro e encontrar facilmente a saída, já que tem boa capacidade de orientação.
Quando o animal não consegue sair
Em algumas situações, especialmente quando o morcego é jovem, ele pode acabar se escondendo dentro do cômodo. Os locais mais comuns são atrás de cortinas, no varão, sobre armários, geladeiras ou pontos altos próximos às janelas. Caso o animal caia no chão, ele pode tentar subir em móveis, camas ou cortinas.
Nesses casos, a recomendação do biólogo é cobrir o animal com uma toalha, segurá-lo com cuidado e colocá-lo no tronco de uma árvore. O animal irá escalar e, em seguida, voar para longe.
Atenção aos sinais de risco
Se o morcego apresentar comportamento muito desorientado, aparência debilitada ou pelos com aspecto estranho, o contato direto deve ser evitado. O biólogo orienta que a pessoa procure uma unidade básica de saúde, o setor de zoonoses ou a vigilância sanitária do município. Em algumas cidades, equipes de resgate de fauna fazem a coleta para monitoramento, inclusive em relação ao vírus da raiva.

Não confunda visita ocasional com infestação
Fabiano Soares reforça que a presença isolada de um morcego dentro de casa não indica infestação. Casos de colônias no telhado costumam ser percebidos por sinais como acúmulo de fezes, barulhos no forro, caixas de persiana ou em paredes de madeira. Fora isso, a entrada do animal é pontual e pode ser resolvida com medidas simples.
