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Comportamento

Solidão em millennials e jovens já é epidemia, diz pesquisa

Em contrapartida, pessoas com mais de 52 anos relatam ter redes de apoio mais robustas. Exercícios físicos e sono regular podem ajudar

07/05/2018 05:27, atualizado 07/05/2018 18:35
iStock
Solidão em millennials e jovens já é epidemia, diz pesquisa

Já teve a sensação de estar sempre só no mundo? De acordo com uma pesquisa da empresa americana Cigna, isso pode ser considerado uma tendência. Por meio de um questionário respondido por 20 mil pessoas, os participantes precisavam avaliar se eles sentem que seus interesses e ideias não são compartilhados por pessoas próximas e se não há ninguém em quem possam se apoiar em um momento de dificuldade.

Os pesquisadores criaram um “índice de solidão” com as respostas dadas pelos entrevistados. A média se encaixou em uma categoria considerada solitária. Quando divididos por idade, a chamada geração Z (18 a 22 anos) apresentou o maior nível de isolamento, seguida pelos millennials (23 a 37) e a geração X (38 a 51 anos). Os menos sozinhos seriam os mais velhos – os boomers (52 a 71) –, e os com mais de 72 anos disseram se sentir mais apoiados por amigos e familiares.

As pessoas com menor nível de solidão, segundo a pesquisa, são aquelas que dormem horas suficientes à noite, se exercitam, passam tempo com a família e não se sentem sobrecarregadas no trabalho. Os mais jovens, em geral conectados com o mundo por meio de telas de celular, tendem a substituir as relações pessoais pelas virtuais e vão se tornando cada vez mais solitários.

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Com níveis de epidemia, a solidão é preocupante porque pode agravar uma série de problemas de saúde, como depressão e estresse, e até afetar o sono, além de aumentar o risco de morte em 26%.