Estudo aponta quais hábitos da quarentena serão mantidos pelos brasileiros

Pesquisa entrevistou 1.052 moradores de Norte a Sul do país e revelou dados sobre vida pós-pandemia

atualizado 14/05/2020 19:52

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A quarentena imposta pelo coronavírus despertou novos hábitos na população brasileira – e alguns deles serão perpetuados. Ao menos é o que aponta uma pesquisa recém-divulgada pela empresa de opinião on-line Toluna. O estudo entrevistou moradores de Norte a Sul do país, entre os dias 8 e 10 de maio, e revelou dados interessantes sobre vida pós-pandemia.

Os participantes afirmaram que, mesmo após a crise, pretendem manter hábitos como higienizar as mercadorias que entrarem em casa (59,5%), cozinhar (49,6%), fazer cursos on-line (43%) e ir ao mercado ou farmácia somente quando for necessário (40,6%).

Quando questionadas sobre tendências pós-coronavírus, 63,6% das pessoas revelaram acreditar que o trabalho remoto passará a ser uma realidade. Já 58% elegeram a educação a distância (58%) como o novo grande hit.

“Neste novo estudo inédito, nosso principal propósito foi identificar os hábitos e comportamentos dos brasileiros durante a quarentena e o que será tendência daqui pra frente”, declara o diretor-geral da Toluna na América Latina, Luca Bon.

Sem cinema, nem academia

Em um cenário em que tudo voltasse a funcionar normalmente, mas ainda sem vacina e nem cura para a Covid-19, a maioria das pessoas afirmou que não frequentaria shows (62,3%), cinema e teatros (62%), academias (57,5%), eventos esportivos (56%) e clubes (55,2%).

O estudo ainda revelou que a maioria das pessoas (87%) se considera muito ou extremamente preocupada com o surto do novo vírus. Desses, 62% dos participantes se mostraram igualmente aflitos com os impactos da pandemia na saúde pública e economia.

Uma boa conduta dos brasileiros também foi identificada no levantamento. Segundo dados, mais de 97% dos entrevistados afirmam praticar algum tipo de isolamento social, divididos entre isolamento total (55%) e parcial (42%). O isolamento parcial é justificado por pessoas que precisam sair para trabalhar (44%) ou resolver coisas pontuais (54%), como ir ao supermercado.

Sobre a pesquisa

Esse estudo foi realizado com 1.052 pessoas das classes A, B e C, segundo critério de classificação de classes utilizado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), no qual pessoas da classe C têm renda média domiciliar de R$ 4.500 por mês. Pesquisa feita com pessoas acima de 18 anos, de todas as regiões brasileiras, com 3% de margem de erro e 95% de margem de confiança.

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