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Já dizia Tom Jobim: “é impossível ser feliz sozinho” e, com isso, torna-se fundamental cuidar dos relacionamentos interpessoais. Buscando ensinar as pessoas a (re) aprender a se relacionar melhor, nasceu o mindfulness funcional, uma evolução da técnica tradicional aliada à ciência contextual do comportamento.

Mestre em psicologia, Alan Pogrebinschi é um dos nomes que encabeça o movimento. A técnica desenvolvida por ele não retira nada do tradicional, mas acrescenta outros contextos e formas de treinar, como o profissional explica. “Algo muito importante e forte é a habilidade de estar com a atenção plena quando nos relacionamos com outras pessoas, principalmente em situações de desafio, por isso fazemos uma prática preparatória para esses momentos”, afirma.

Neste sábado (9/6), Dia Mundial do Bem-Estar, Alan estará em Brasília ministrando o módulo inicial da técnica no hotel Mercure Brasília, no Setor Hoteleiro Norte.

As técnicas e os princípios do mindfulness funcional são usados em várias áreas da psicologia, e a psicologia positiva é bastante trabalhada no sentido de ensinar a como viver melhor.

“Vivemos uma grande crise de conexão nos relacionamentos, com epidemia de solidão. As redes sociais tornaram os vínculos mais difíceis e superficiais, fato agravado com a necessidade das pessoas se mostrarem perfeitas, se provarem e se compararem, afastando-as. Queremos uma ligação mais profunda entre os indivíduos”, explica.

O exercício envolve ensaiar situações parecidas com as da vida real para os praticantes terem uma facilidade maior em lidar com elas quando de fato acontecerem. “Você não medita só em tarefas neutras, como quando caminha de olho fechado, mas também em contextos diferenciados, abrindo o coração e recebendo feedback”, aponta Alan. Um segundo momento do processo consiste em aplicar as ferramentas aprendidas na rotina.

A intenção, segundo o mestre, é dar um passo para fora da zona de conforto, em direção a algo importante para elas. “Para uma pessoa, talvez seja mais essencial ser mais vulnerável, outra precisa se comunicar melhor, outra tem dificuldade em estar presente. Vamos trabalhando as necessidades individuais para que uma versão mais plena de si mesmo, com comportamentos melhores, seja experimentada”, esclarece.

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O workshop de treinamento para o mindfulness funcional geralmente conta com 70 a 150 pessoas. Elas se ajudam mutuamente, trazendo contextos específicos para cada um. Apesar dessa dinâmica, a técnica não pode ser considerada uma terapia. “Não fazemos isso para tratar uma doença, mas para auxiliar indivíduos que estão levando uma existência razoável, mas querem ir além, desenvolvendo uma qualidade de vida melhor, criando conexões com outros.”

Alan faz uma ressalva: a meta é trabalhar com equilíbrio, sem forçar ninguém para além do que está preparado, praticando sair da zona de conforto, mas sem esquecer do autocuidado. “Quem experimentar o mindfulness vai ter ferramentas para continuar a jornada com mais consciência, coragem e amor, aprendendo formas de transformar desafios em oportunidades de crescimento”, finaliza.

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Iniciação ao Mindfulness Funcional em Brasília
Sábado (9/6), das 10h às 18h. Mercure Brasília Eixo — Setor Hoteleiro Norte, Quadra 5 Bloco G. Mais informações aqui