Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Comportamento

Aos 90 anos, idoso assume que é gay encorajado pela filha

Ao assumir sua homossexualidade, o nonagenário mostrou que nunca é tarde para aceitar a si mesmo

02/07/2020 15:40
Reprodução/ Facebook
Aos 90 anos, idoso assume que é gay encorajado pela filha

Pergunte a qualquer membro LGBTQIA+ se a vida é melhor fora do armário. É certo que a grande maioria vai dizer que sim. E este idoso de 90 anos é mais um exemplo de como isso é verdade. Ao assumir sua homossexualidade, o nonagenário mostrou que nunca é tarde para aceitar a si mesmo.

Kenneth Felts vive perto de Denver, no estado americano do Colorado. Desde os 12 anos, sabe que é gay. Porém, se muitos homossexuais ainda hoje precisam esconder a própria orientação sexual, o que pensar de alguém com nove décadas de vida?

Aos 90 anos, idoso assume que é gay encorajado pela filha - destaque galeria
5 imagens
Ele saiu do armário aos 90 anos
A decisão veio em honra ao seu grande amor da juventude
Phillip morreu há dois anos
Felts na juventude
Kenneth Felts
1 de 5

Kenneth Felts

Reprodução/ Facebook
Ele saiu do armário aos 90 anos
2 de 5

Ele saiu do armário aos 90 anos

Reprodução/ Facebook
A decisão veio em honra ao seu grande amor da juventude
3 de 5

A decisão veio em honra ao seu grande amor da juventude

Reprodução/ Facebook
Phillip morreu há dois anos
4 de 5

Phillip morreu há dois anos

Arquivo Pessoal
Felts na juventude
5 de 5

Felts na juventude

Reprodução/ Facebook

Durante a pandemia, Felts decidiu escrever suas memórias e isso o fez relembrar do homem que amou na juventude. O idoso, então, decidiu se abrir com a filha, Rebecca Mayes, que é lésbica. Com o apoio dela, Kenneth publicou no Facebook, bem no começo do Mês do Orgulho LGBTQIA+, algo que mudaria sua vida: “Estou livre, eu sou gay e estou fora do armário”.

“Por um longo tempo, a verdade ficou enterrada no fundo da minha alma e eu adotei uma persona heterossexual, porque não achava que tinha outra escolha”, contou. “Eu teria que lidar com todo o desprezo da sociedade, ser rotulado de pervertido ou desviado. Mas as pessoas estão aceitando muito mais hoje e senti que precisava encontrar a coragem”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Felts conheceu seu “primeiro e grande amor”, Phillip, na Califórnia, no fim da década de 1950. Porém, o preconceito não deixou com que aquele sentimento pudesse ser vivido e e ele casou-se com a mãe de Rebecca, de quem se separou posteriormente.

Phillip, contudo, nunca foi esquecido e, durante décadas, Kenneth tentou encontrá-lo novamente. “Liguei para todos os Phillip da lista telefônica da Califórnia”, contou ele ao Washington Post. Infelizmente, ele morreu há dois anos. Aceito e amado pela filha, Felts agora se sente completo. “Eu tive tanto apoio e amor . Eu não sabia o quanto esse segredo dominava minha vida até que finalmente saí do armário”.