Brasiliense retida na Tailândia por Covid-19 relata desespero

Priscilla do Nascimento viajou com amigas e, por conta das medidas de restrição devido à pandemia, não consegue voltar à cidade

Mulher no aeroporto usando máscaraArquivo pessoal

atualizado 31/03/2020 11:06

O que era para ser a viagem dos sonhos se tornou um pesadelo na vida da brasiliense Priscila do Nascimento, de 38 anos. No final de fevereiro, ela e mais cinco amigas partiram para uma viagem de um mês pelo Sudeste Asiático. Conheceriam cenários paradisíacos e voltariam cheias de história para contar. O fim da história, no entanto, se difere – e muito – do imaginado.

Com data de retorno estimada para o dia 22 deste mês, Priscilla não conseguiu voltar para casa. Está na Tailândia, sem esperança de quando verá a família novamente, por conta das restrições de voos impostas pelo crescimento assustador da pandemia de Covid-19.

“As coisas começaram a mudar radicalmente quando tentei alterar meu voo de retorno porque ficaria muito tempo em Madrid”, conta. Vale lembrar que a Espanha é o segundo país europeu com maior número de casos de infecções pelo novo coronavírus.

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A companhia aérea, Etihad, suspendeu a passagem. Presa em Bangkok, o jovem tenta uma maneira de voltar à Brasília. “Estamos há quatro dias aqui tentando negociar e ver voos de repatriação”, conta.

Segundo a embaixada brasileira no Tailândia, há 169 brasileiros na mesma situação.

Do céu ao inferno

Junto às companheiras de viagem, Priscilla do Nascimento alugou um apartamento. “Fomos do céu ao inferno. Temos medo de ficar doentes. Nosso seguro viagem não cobre pandemias e já tive diarreia durante três dias seguidos”, relata.

“A viagem dos sonhos se tornou um pesadelo. A Embaixada alega que não somos prioridade porque o número de brasileiros na Europa é maior e aqui a logística é ruim. Estamos à mercê”, lamenta.

Para amenizar a dura rotina, ela se concentra em atividades como meditação. Funcionária pública, tem tentado trabalhar de forma remota. “Inventamos brincadeiras e eu tento meditar um pouco”, conta.

 

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