Brasileiro relembra dia em que foi esquecido em ilha deserta na Ásia
João Pedro Mahler decidiu explorar a Ilha de Jacó, no Timor-Leste, mas o pescador que iria buscá-lo acabou esquecendo o rapaz por 4 horas

Quem viaja sempre tem boas histórias para contar. João Pedro Mahler compartilhou no TikTok o dia em que resolveu explorar a Ilha de Jacó, no Timor-Leste, e achou que passaria a noite isolado no local depois que o pescador que havia prometido buscá-lo simplesmente esqueceu dele. João ficou cerca de quatro horas esperando o homem chegar. Embora tenha acontecido há alguns anos, a história voltou a repercutir após João compartilhá-la no TikTok nesta semana.

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Ver todasResumo da história
- João Pedro pegou carona até o extremo do Timor-Leste e pagou US$ 10 (R$ 51) para um pescador levá-lo à Ilha de Jacó.
- O pescador prometeu buscá-lo às 17h, mas esqueceu João, deixando-o sozinho na ilha por cerca de quatro horas.
- Com pouca água e alguns biscoitos, João acreditou que passaria a noite no local e acendeu uma fogueira para se aquecer.
- O pescador voltou por volta das 22h, pediu desculpas e apagou a fogueira por ser proibida na reserva natural.
- De volta à terra, João ganhou um peixe como pedido de desculpas e uma hospedagem gratuita oferecida por uma pousada.
Assista ao vídeo:
@pedrontheroad1 Quase fiquei preso nesta ilha no fim do mundo 🇹🇱 #TimorLeste #Viagem #Geografia #Fronteiras #Curiosidades ♬ original sound – Pedrontheroad1
Era para ser apenas uma visita à ilha
Ao Metrópoles, João Pedro detalha a história. Ele conta que chegou até a ponta do Timor-Leste de carona e pediu a um pescador, por volta das 12h, que o levasse à Ilha de Jacó. O rapaz cobrou US$ 10 (R$ 51) e disse que buscava o viajante às 17h.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & Estilo“Na ilha não tinha muito o que fazer, além de ler meu livro, nadar e tocar meu ukulele, que tinha comigo na época.”

João acabou dormindo e acordou 17h30, sem sinal do pescador. Foi aí que ele percebeu que tinha apenas 200 ml de água e biscoitos de água e sal.
“Na hora eu pensei que ia passar a noite ali e imaginei que teria que nadar no dia seguinte de volta. Então, acendi uma fogueira para me esquentar e passar o tempo.”

Resgate
Segundo João Pedro, quando foi por volta das 21h30, o pescador apareceu pedindo desculpas. Além disso, ele apagou o fogo imediatamente com a areia, uma vez que, segundo ele, era proibido fazer fogueira, pois a ilha era uma reserva natural.
“Ele parecia mais preocupado com isso do que com o fato de ter me esquecido lá”, brinca. “Acho que a fogueira fez com que ele se lembrasse de mim.”
De volta à ilha principal, o pescador cozinhou um peixe como pedido de desculpas.

Perrengue chique
Na mesma noite, João foi pesquisar o preço de uma das hospedagens da região, mas descobriu que o valor estava acima do seu orçamento. Sem condições de pagar, decidiu que passaria a noite na praia usando apenas o saco de dormir.
Porém, um funcionário da pousada se aproximou e ofereceu uma cabana gratuita para que ele descansasse.
“Eles ainda me ofereceram o café da manhã do dia seguinte. Fiquei muito grato e queria retribuir de alguma forma, ajudando com alguma tarefa no dia seguinte, mas eles recusaram”, lembra João.

Comunicação
João explica que a comunicação com o pescador foi em português, já que muitos moradores mais velhos do Timor-Leste ainda falam o idioma. Entre os mais jovens, a língua mais comum é o tétum, um crioulo que mistura o português com elementos das línguas locais.
“Os funcionários da pousada falavam inglês. No dia seguinte, voltei a pedir carona até Baucau, o que foi um pouco difícil e levou praticamente o dia todo, pois essa região da ilha tem pouco movimento.
Depois disso, a viagem continuou por outras partes do Timor-Leste.


