Estudo feito por brasilienses promete ajudar pacientes em hemodiálise

Pesquisa apresentada por médicos da capital nos EUA tem ganhado elogios por aumentar produtividade sem afetar os custos do tratamento

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atualizado 14/11/2018 16:33

Um estudo conduzido pelo Centro Brasiliense de Nefrologia & Diálise (CBN&D) tem sido elogiado pelos avanços relativos ao tratamento da hemodiálise, os quais têm melhorado o diagnóstico e otimizado a prática em 176 pacientes observados na pesquisa.

“O CBN&D respondeu ao desafio de superar uma taxa de mortalidade inaceitavelmente alta relacionada à hemodiálise convencional, ao mesmo tempo que aumenta a qualidade de vida e sobrevivência dos pacientes”, afirmou Mateus Pascoal, principal autor do estudo.

Além dele, participaram da pesquisa – que foi apresentada na reunião anual da Semana do Rim, promovida pela Sociedade Americana de Nefrologia, realizada entre 23 e 28 de outubro, em San Diego (EUA) – Andre Fernandes, Adolfo Simon, Kelia Xavier, Vilber Bello, Juliane Lauar e Istenio Pascoal.

Segundo o programa desenvolvido pelo grupo CBN&D, a produtividade da hemodiálise curta diária pode ser aumentada em até 67% e sem aumento de custos. Os achados dos médicos brasilienses mostram que os números relativos à taxa de hospitalização, transplantes bem-sucedidos de rim e mortalidade melhoraram com o método, que consiste em cinco turnos de duas horas por dia.

“A Hospitalização corresponde a cerca de 40% de todos os custos do paciente, deixando 60% para os procedimentos relacionados à diálise crônica. É um círculo vicioso, no qual um procedimento para diálise inadequado leva a uma taxa de hospitalização maior. Os custos altos impedem que um cronograma de diálise mais eficaz seja feito quando os pacientes recebem alta do hospital e têm de manter o método por conta própria”, explica Pascoal.

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